Author(s): CAICEDO BUITRAGO, Verónica Juliana
Date: 2026
Origin: Revista Jurídica Portucalense / Portucalense Law Journal
Subject(s): SCIENTIFIC RESEARCH
Author(s): CAICEDO BUITRAGO, Verónica Juliana
Date: 2026
Origin: Revista Jurídica Portucalense / Portucalense Law Journal
Subject(s): SCIENTIFIC RESEARCH
El desarrollo acelerado de las neurotecnologías plantea retos inéditos para el Derecho de los derechos humanos, al posibilitar el registro, inferencia o modulación de procesos mentales en ámbitos como la salud, el consumo, el trabajo o la seguridad. En este contexto, el debate sobre los neuroderechos emerge como una respuesta jurídica orientada a preservar el núcleo de protección asociado a la dignidad humana, la libertad personal y la integridad de la persona frente a riesgos tecnológicos que trascienden la esfera externa de la conducta y afectan directamente el ámbito mental previo a la toma de decisiones. Este trabajo analiza los neuroderechos desde la perspectiva de la autonomía cognitiva, concebida como bien jurídico específico y transversal, conectado con la libertad de pensamiento, la privacidad y la integridad mental. La hipótesis sostiene que los neuroderechos no constituyen necesariamente una nueva categoría autónoma de derechos, sino un espacio de tensión que exige una reinterpretación evolutiva de garantías existentes y el establecimiento de límites materiales y obligaciones claras para actores públicos y privados. Metodológicamente, se adopta un enfoque jurídico dogmático y analítico, basado en doctrina reciente, instrumentos internacionales y europeos de gobernanza tecnológica y experiencias normativas comparadas, destacando el papel del soft law en la configuración de estándares de tutela. El estudio identifica, además, tensiones regulatorias derivadas de la fragmentación normativa y del riesgo de asimetrías de protección entre jurisdicciones, incluyendo dinámicas de forum shopping regulatorio. Se concluye que la protección efectiva de la autonomía cognitiva depende menos de la proclamación simbólica de nuevos derechos y más de la consolidación de marcos normativos coherentes que traduzcan los principios de dignidad, libertad e integridad en garantías exigibles compatibles con la innovación científica y el Estado democrático de Derecho.
The accelerated development of neurotechnologies poses unprecedented challenges for human rights law, as it enables the recording, inference or modulation of mental processes in areas such as health, consumption, work, or security. In this context, the debate on neurorights emerges as a legal response aimed at preserving the core protection associated with human dignity, personal freedom and the integrity of the person against technological risks that go beyond the external sphere of conduct and directly affect the mental domain prior to decision-making. This paper analyses neurorights from the perspective of cognitive autonomy, conceived as a specific and transversal legal interest, connected with freedom of thought, privacy and mental integrity. The hypothesis argues that neurorights do not necessarily constitute a new autonomous category of rights, but rather a space of tension that requires an evolutionary reinterpretation of existing safeguards and the establishment of material limits and clear obligations for public and private actors. Methodologically, a dogmatic and analytical legal approach is adopted, based on recent doctrine, international and European instruments of technological governance and comparative regulatory experiences, highlighting the role of soft law in shaping standards of protection. The study also identifies regulatory tensions arising from normative fragmentation and from the risk of protection asymmetries between jurisdictions, including dynamics of regulatory forum shopping. It concludes that the effective protection of cognitive autonomy depends less on the symbolic proclamation of new rights and more on the consolidation of coherent legal frameworks that translate the principles of dignity, freedom and integrity into enforceable safeguards compatible with scientific innovation and the democratic rule of law.
O desenvolvimento acelerado das neurotecnologias coloca desafios inéditos ao Direito dos direitos humanos, ao possibilitar o registo, a inferência ou a modulação de processos mentais em domínios como a saúde, o consumo, o trabalho ou a segurança. Neste contexto, o debate sobre os neurorights emerge como uma resposta jurídica orientada para preservar o núcleo de proteção associado à dignidade humana, à liberdade pessoal e à integridade da pessoa face a riscos tecnológicos que ultrapassam a esfera externa da conduta e afetam diretamente o domínio mental prévio à tomada de decisões. Este trabalho analisa os neurorights a partir da perspetiva da autonomia cognitiva, concebida como bem jurídico específico e transversal, ligado à liberdade de pensamento, à privacidade e à integridade mental. A hipótese sustenta que os neurorights não constituem necessariamente uma nova categoria autónoma de direitos, mas sim um espaço de tensão que exige uma reinterpretação evolutiva das garantias existentes e o estabelecimento de limites materiais e obrigações claras para os atores públicos e privados. Metodologicamente, adota-se uma abordagem jurídica dogmática e analítica, baseada em doutrina recente, instrumentos internacionais e europeus de governação tecnológica e experiências normativas comparadas, destacando o papel do soft law na configuração de padrões de tutela. O estudo identifica ainda tensões regulatórias decorrentes da fragmentação normativa e do risco de assimetrias de proteção entre jurisdições, incluindo dinâmicas de forum shopping regulatório. Conclui-se que a proteção efetiva da autonomia cognitiva depende menos da proclamação simbólica de novos direitos e mais da consolidação de quadros normativos coerentes que traduzam os princípios de dignidade, liberdade e integridade em garantias exigíveis compatíveis com a inovação científica e o Estado de Direito democrático.