Autor(es): Murteira, Mário
Data: 1976
Origem: Análise Social
Assunto(s): Europa do Sul; países periféricos; integração económica; Mercado Comum; Comecon; southern Europe; peripheric countries; economic integration; Common Market; Comecon; .
Autor(es): Murteira, Mário
Data: 1976
Origem: Análise Social
Assunto(s): Europa do Sul; países periféricos; integração económica; Mercado Comum; Comecon; southern Europe; peripheric countries; economic integration; Common Market; Comecon; .
In a time of global and planetary strategies by great powers or groups of nations, separated by deep antagonisms, which economic-political space is open to the peripheric countries in the southern Europe? There are, as it is well known, two great processes of economic integration current in Europe: one around the capitalist Common Market countries, the other within the scope of the socialist Comecon countries. The southern Europe countries are more or less orientated towards the economic integration with the European capitalisms. According to these terms, it seems that the majority, if not the totality, of those countries are destined for accepting the function that the «international division of work», under a capitalist pattern, may impose upon them. Nevertheless a narrow but real political space is offered to the action of those more progressive forces placed in that region: on one side a certain containment as to the North-American imperialism within what the capitalist Europe intends to keep as a «game-preserver» for the future economic growth in the area; on the other side, the probable approximation East-West, that will turn the southern Europe into a privileged field for the competition between the two systems and will allow certain spaces of autonomy to the countries that will aim at such a target with enough determination and cunning.
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Numa época de estratégias globais e planetárias de grandes potências ou conjuntos de nações, separadas por antagonismos profundos, que espaço político-económico está aberto aos países periféricos da Europa do Sul? Há, como se sabe, dois grandes processos de integração económica em curso na Europa: um, em torno dos países capitalistas do Mercado Comum; o outro, no âmbito dos países socialistas do Comecon. Os países da Europa do Sul encontram-se mais ou menos orientados no sentido da integração económica com os capitalismos europeus. Nestes termos, parece que a maioria, se não a totalidade, desses países estão destinados a aceitar a função que a «divisão internacional do trabalho», em moldes capitalistas, lhes impuser. No entanto, um estreito mas real espaço político oferece-se à manobra das forças mais progressistas situadas na região: por um lado, uma certa contenção do imperialismo norte-americano no interior daquilo que a Europa capitalista pretende conservar como «reserva de caça» no futuro crescimento económico da área; por outro, a provável aproximação Leste-Oeste, que tornará a Europa do Sul campo privilegiado de competição entre os dois sistemas e permitirá certos espaços de autonomia aos países que visarem tal objectivo com suficiente determinação e astúcia.