Author(s): Li-Gottwald, Jiayin
Date: 2026
Origin: Revista Lusófona de Estudos Culturais
Subject(s): Artigos temáticos
Author(s): Li-Gottwald, Jiayin
Date: 2026
Origin: Revista Lusófona de Estudos Culturais
Subject(s): Artigos temáticos
This study examines how Chinese migrant mothers married to German husbands sustain and reinterpret filial piety (尽孝道) within transnational Chinese-German families. Although these households resemble “modern” nuclear families in Germany, the mothers remain morally oriented toward the Confucian ideal of the three-generation family (三代同堂). The aspiration for intergenerational co-presence shapes their emotional labour and obligations to parents in China, generating ambivalent feelings of love, guilt, and responsibility. Rather than weakening kin ties, migration reconfigures filial practice into a transnational project enacted through affective communication, extended visits, and symbolic efforts to reproduce three-generation relatedness across distance. Using a collaborative ethnographic approach (Lassiter, 2005; Rappaport, 2008), grounded in a friendship network of Chinese migrant mothers, the study draws on conversational exchanges, emotion notes, and WeChat messages to trace moments when filial morality is activated. The findings demonstrate how these women sustain and re-embed filial ethics in migration, challenging assumptions about the disappearance of filial morality during migration.
O presente estudo analisa de que modo mães migrantes chinesas, casadas com cônjuges alemães, sustentam e reinterpretam a devoção filial (尽孝道) no seio de famílias transnacionais sino-alemãs. Embora estes agregados familiares se assemelhem a famílias nucleares “modernas” na Alemanha, estas mulheres mantêm-se orientadas, do ponto de vista moral pelo ideal confucionista da família de três gerações (三代同堂). A aspiração à copresença intergeracional molda o seu trabalho emocional e as suas obrigações para com os pais na China, gerando sentimentos ambivalentes de amor, culpa e responsabilidade. Longe de enfraquecer os laços de parentesco, a migração reconfigura a prática filial num projeto transnacional, concretizado através de comunicação afetiva, visitas prolongadas e esforços simbólicos para reproduzir, à distância, formas de relacionalidade entre três gerações. Com base numa abordagem etnográfica colaborativa (Lassiter, 2005; Rappaport, 2008), ancorada numa rede de amizade de mães migrantes chinesas, o estudo mobiliza conversas, registos emocionais e mensagens de WeChat para acompanhar os momentos em que a moralidade filial é mobilizada. Os resultados demonstram a forma como estas mulheres alimentam e reinscrevem a ética filial em contexto migratório, desafiando pressupostos sobre o desaparecimento da moralidade filial durante a migração.