Author(s):
Liu, Mengru
Date: 2026
Origin: Diacrítica
Subject(s): Portuguese as a foreign language; Lexical availability; Learning duration; Language proficiency level; Native language; Português como língua estrangeira; Disponibilidade lexical; Tempo de aprendizagem; Nível de proficiência linguística; Língua materna
Description
This study aims to analyze the lexical availability of Chinese learners of Portuguese, considering different learning durations (one year and two years) and language proficiency levels (A1, A2 and B1), with a focus on six centers of interest: “body parts”, “food and drink”, “clothing”, “means of transportation”, “school” and “professions”. The study also draws on data from Fernández dos Santos and Silva Soares (2024) concerning A2-level learners with different native languages, in order to explore the possible effect of native language on lexical availability and the structure of learners’ mental lexicon. The results reveal that, in most cases, the length of learning exerts a positive effect on the expansion of the mental lexicon and the inclusion of peripheral vocabulary. In turn, an increase in linguistic proficiency not only has the same effect on the expansion of the mental lexicon but also reinforces the stability in the activation of central and high-frequency lexical items. However, the effect on the mobilization of peripheral or low-frequency vocabulary is limited. This expansion and stability, as well as the more or less active mobilization of specific lexical items, may be related to the learning environment, contexts of use, and learners’ life experiences. Furthermore, native language has a significant modulatory effect on the selection of peripheral and culturally specific vocabulary. These three factors interact, jointly influencing vocabulary expansion, stability in its mobilization, and lexical diversity, aspects that should be taken into account in teaching vocabulary to learners of Portuguese as a foreign language.
O presente estudo tem como objetivo analisar a disponibilidade lexical em aprendentes chineses de português, considerando diferentes tempos de aprendizagem (um ano e dois anos de aprendizagem) e níveis de proficiência linguística (A1, A2 e B1), com foco em seis centros de interesse: “partes do corpo”, “alimentos e bebidas”, “roupa”, “meios de transporte”, “escola” e “profissões”. O estudo baseia-se ainda nos dados de Fernández dos Santos e Silva Soares (2024) relativos a aprendentes de nível A2 de diferentes línguas maternas (LMs), para explorar o possível efeito da LM na disponibilidade lexical e na estrutura do léxico mental dos aprendentes. Os resultados revelam que, na maioria dos casos, o tempo de aprendizagem exerce um efeito positivo na expansão do léxico mental e na inclusão de vocábulos periféricos. Por seu torno, o aumento do nível de proficiência linguística, para além de ter o mesmo efeito na expansão do léxico mental, reforça a estabilidade na ativação dos vocábulos centrais e de alta frequência. Contudo, o efeito sobre a mobilização dos vocábulos periféricos ou de baixa frequência é limitado. Esta expansão e estabilidade, assim como a mobilização mais ou menos ativa de determinados vocábulos, podem estar relacionadas com o ambiente de aprendizagem, os contextos de uso e a experiência de vida dos aprendentes. Além disso, a LM exerce um efeito modulador significativo na escolha de vocábulos periféricos e culturalmente específicos. Estes três fatores interagem, influenciando conjuntamente a expansão do vocabulário, a estabilidade na sua mobilização e a diversidade lexical, aspetos que devem ser considerados no ensino do vocabulário a aprendentes de português como língua estrangeira.