Autor(es):
Teixeira Mendonça, Cristina Maria
Data: 2026
Origem: Diacrítica
Assunto(s): Éric-Emmanuel Schmitt; Littérature Française Contemporaine; Imaginaire technico-artistique; Discours; Monstruosité; Contemporary French Literature; Éric-Emmanuel Schmitt; Technical-artistic Imaginary; Discourse; Monstrosity; Literatura francesa contemporânea; Éric-Emmanuel Schmitt; Imaginário técnico-artístico; Discurso; Monstruosidade
Descrição
De la sacralisation de l’art à la déshumanisation et à la profanation du corps par la technique, Lorsque j’étais une œuvre d’art (2018) d’Éric-Emmanuel Schmitt met en évidence et interroge le statut contemporain des œuvres d’art et de l’être humain. En évoquant le thème de l’idéalisation du corps – dans une perspective occidentale et contemporaine –, Tazio Firelli devient un objet dépendant et propriété de l’artiste Zeus et subit diverses transformations qui suscitent à la fois crainte et fascination dans les différents espaces où il est exposé et présenté au public comme l’expression ultime de la prouesse technique et inventive de Zeus-Peter Lama. Cet article vise à identifier des éléments de l’imaginaire technico-artistique présents dans le récit, en considérant le processus de construction du personnage-artiste et du protagoniste/œuvre d’art (Tazio/Adam bis), ainsi que certains éléments discursifs et espaces associés aux identités artistiques et à la transformation et à la dissolution progressive des limites corporelles du protagoniste. Considérant les contributions de José Gil et Marina Maestrutti, cet article cherche à démontrer comment le discours de Zeus reflète un mode contemporain de représentation de l’art et du corps, ainsi que la relation complexe qui est tissée entre technique, humanité et monstruosité.
Da sacralização da arte à desumanização e profanação do corpo através da técnica, Lorsque j’Étais une Œuvre d’Art (2018) de Éric-Emmanuel Schmitt coloca em evidência e em questionamento o atual estatuto da obra-de-arte e do ser humano. Neste artigo pretende-se identificar e examinar alguns elementos do imaginário da técnica e da criação artística presentes no romance. Propõe-se explorar, numa primeira fase, o processo de caracterização da personagem-artista (Zeus-Peter Lama) e, numa segunda fase, a transformação e a gradual diluição das fronteiras corporais do protagonista/obra-de-arte (Tazio/Adam bis). A análise considera elementos do discurso e dos espaços físicos, sociais e psicológicos de modo a aprofundar a compreensão do contexto sociocultural das identidades artísticas e do protagonista. Partindo dos contributos de José Gil (1980, 1988, 1994) e de Marina Maestrutti (2011), procura-se demonstrar a forma como o discurso de Zeus reflete um tipo de representação contemporânea da arte e do corpo e da relação desafiante que se tece entre técnica, humanidade e monstruosidade. .
From the sacralization of art to the dehumanization and profanation of the body through technique, Lorsque j’étais une œuvre d’art (2018) by Éric-Emmanuel Schmitt foregrounds and questions the contemporary status of both the work of art and the human being. By evoking the theme of the idealization of the body— from a contemporary Western perspective— Tazio Firelli becomes a dependent object and property of the artist Zeus, as he undergoes multiple transformations that provoke fear and fascination in the spaces where he is exhibited to the public by being presented as the ultimate embodiment of the technical prowess and inventiveness of his Bienfaiteur, Zeus-Peter Lama. This article aims to identify elements of the technical and artistic imaginary, focusing on the process of construction of the artistic-figure and of the protagonist/work of art (Tazio/Adam bis), as well as on certain discursive components and spaces associated with artistic identities and with the transformation and gradual dissolution of the protagonist’s corporeal boundaries. Considering the contributions of José Gil and Marina Maestrutti, the article seeks to demonstrate how Zeus’s discourse reflects a contemporary mode of representing art and the body, as well as the challenging relationship woven between technique, humanity, and monstrosity.