Author(s):
Peixoto, Gabriela de Souza
Date: 2021
Persistent ID: http://hdl.handle.net/11422/15346
Origin: Oasisbr
Subject(s): CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LITERATURA BRASILEIRA; Literatura brasileira; Conto; CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LITERATURA BRASILEIRA; CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LITERATURA BRASILEIRA; Literatura brasileira; Literatura brasileira; Conto; Conto
Description
Submitted by Amanda Vilela (amandabarbosa@letras.ufrj.br) on 2021-10-07T14:01:26Z No. of bitstreams: 1 GSPeixoto.pdf: 209366 bytes, checksum: 2ae3ebbe115e8a8b6ac304138650b412 (MD5)
Made available in DSpace on 2021-10-07T14:01:26Z (GMT). No. of bitstreams: 1 GSPeixoto.pdf: 209366 bytes, checksum: 2ae3ebbe115e8a8b6ac304138650b412 (MD5) Previous issue date: 2021
O presente trabalho tem por objetivo tecer comentários acerca dos contos “Espiral” e “A história do Periquito e do Macaco”, presentes no livro O sol na cabeça, de Geovani Martins. Partindo da necessidade de abordar questões sociais relacionadas a literatura marginal e periférica, aqui serão analisadas questões como a desumanização e, consequentemente, a humanização dos sujeitos periféricos e a importância de dar voz a esses sujeitos para que eles possam, por eles mesmos, descrever e subverter sua realidade. Para aprofundar e sustentar os argumentos defendidos aqui trago os conceitos de Orientalismo, no qual o crítico literário Edward W. Said (1990) se propõe a definir a relação de poder existente entre o oriente e o ocidente – aqui tratados como espécies de “centro” e “margem” –; de Estigma, proposto pelo cientista social, antropólogo e sociólogo Erving Goffman (1981), em que uma classe superior estigmatiza, ou seja, impõe traços e marcas sociais que diminuem a classe que se difere dela e, por fim, de Necropolítica, cunhado pelo filósofo Achille Mbembe (2018), que se propõe a explicar como o fazer político se apropria da morte e é capaz de decidir qual sujeito pode ou não morrer.