Author(s):
Arnaut de Toledo, Cézar de Alencar
Date: 2008
Origin: Oasisbr
Subject(s): Erasmo de Roterdão; ética; cristianismo; século XVI; espiritualidade; Erasmo de Roterdão; Erasmo de Roterdão; ética; ética; cristianismo; cristianismo; século XVI; século XVI; espiritualidade; espiritualidade
Description
This research aims at analyzing the Enchiridion Militis Christiani work of Erasmus of Rotterdam (1466/69-1536), whose approached date of composition was 1501 and the first publication in 1503. The text was written to a young soldier, for whom some behavior rules were supplied in order to give him support. For that, Erasmus exposed through Man´s Christian Humanists concepts about spirituality, politics, Church. In the work, Erasmus proposed, in advance, ideas that would entail him, later, accusations of being either excessively attached to the tradition on the Reformers part as to stimulating the " sedition " in the Christianity breast on the conservative Catholics part. And, both traditions, complained later on Erasmus´ thought as their patrimony. Erasmus prefigured Saint Ignatius of Loyola and Saint Teresa of Ávila no more speculative mystics with corresponding ethics. He made this based on a spirituality chain designed at the Church at least one century ago. And both Saint Ignatius and Saint Teresa are commonly considered as the founders of the modern Catholic spirituality. Both were settled in a spiritual perspective of "effort" (or work)- a typical concept of the Modernity and that Erasmus already announced in his texts
Análise da obra Enchiridion militis christiani, de Erasmo de Roterdão (1466/69-1536), cuja data aproximada de composição é 1501, e a primeira publicação é de 1503. O texto era dirigido a um jovem soldado, com o intuito de dar-lhe apoio, fornecendo algumas regras de comportamento. Para tanto, Erasmo expôs suas idéias sobre espiritualidade, política e igreja – por meio de seu conceito humanista-cristão de homem. Na obra, Erasmo propôs, antecipadamente, idéias que lhe acarretariam acusações, tanto por ser excessivamente apegado à tradição, por parte dos Reformadores, quanto por ser estimulador da "sedição" no seio do cristianismo, por parte dos católicos conservadores. E, ambas as tradições, reclamaram posteriormente o pensamento de Erasmo como seu patrimônio. Baseado em uma corrente de espiritualidade, que se desenhava na Igreja havia pelo menos um século, ele prefigurou as místicas não mais especulativas de Santo Inácio de Loyola e de Santa Teresa de Ávila, considerados comumente como os inauguradores da moderna espiritualidade católica, com uma ética correspondente. Ambas foram assentadas em uma perspectiva de "esforço" (ou trabalho) espiritual, conceito típico da modernidade, e que Erasmo já anunciava em seus textos