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Plano de contingência para laboração dos Comboios de Portugal em pandemia de gripe

Author(s): Marques, Paulo Henriques dos ; Taborda, João ; Reis, Francisco Cardoso dos

Date: 2009

Persistent ID: http://hdl.handle.net/10437/3506

Origin: ReCiL - Repositório Científico Lusófona

Subject(s): HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO; PANDEMIAS; COMBOIOS; HEALTH AND SAFETY AT WORK; PANDEMICS; TRAINS; HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO; HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO; PANDEMIAS; PANDEMIAS; COMBOIOS; COMBOIOS; HEALTH AND SAFETY AT WORK; HEALTH AND SAFETY AT WORK; PANDEMICS; PANDEMICS; TRAINS; TRAINS


Description

O surgimento de um novo subtipo de vírus Influenza A, para o qual a população tem pouca imunidade, a capacidade do novo subtipo viral replicar em seres humanos e de provocar doença, conjugados com a capacidade de transmissão eficaz entre pessoas – como ocorrido com o vírus A[H1N1]v, em 2009, a partir do México – vieram concretizar a ameaça de pandemia de gripe que era esperada desde o início do século. Em resultado da grande morbilidade e do consequente e previsível aumento da mortalidade, são esperados impactos na laboração das Organizações, que se podem repercutir ao longo de toda a cadeia de serviços, podendo originar disfunções sociais e económicas. Transportando mercadorias estruturantes e cerca de meio milhão de passageiros por dia, a CP – Comboios de Portugal (CP), propagaria esses impactos negativos a muitas outras Organizações, se não conseguisse laborar nesse cenário. Não sendo possível adiar indefinidamente a pandemia, a estratégia adequada consiste no reforço da resiliência da Empresa e dos seus fornecedores críticos, para que toda a cadeia de serviços consiga dobrar sob a vaga de gripe, sem se partir, para retomar depois a operacionalidade desejada. A avaliação de riscos para a Empresa foi feita pesquisando o impacto de pandemias anteriores, projectando as solicitações dos clientes, determinando as funções de maior risco profissional de gripe e recorrendo aos dados epidemiológicos resultantes dos primeiros estudos publicados sobre o vírus A[H1N1]v. Para manter a continuidade da actividade essencial, a Empresa determinou o efectivo crítico para a produção dos comboios nos cenários de 10%, 25% e 50% de absentismo laboral. Foi iniciado o controlo de riscos de gripe, nomeadamente através de medidas de organização do trabalho, protecção colectiva, formação, informação e protecção individual. O dispositivo de protecção individual foi seleccionado para proteger o efectivo de forma diferenciada, conforme a sua criticidade para a laboração essencial da Empresa e o seu risco profissional de gripe. Estes e outros aspectos de Segurança e Saúde Ocupacionais são explorados no presente artigo, pelo papel determinante que assumem no Plano de Contingência para Laboração dos Comboios de Portugal em Pandemia de Gripe.

Document Type Journal article
Language Portuguese
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