Detalhes do Documento

XVII Jornadas sobre a função social do museu. S. Brás de Alportel, 2006

Autor(es): Tinoco, Alfredo

Data: 2012

Identificador Persistente: https://hdl.handle.net/10437/4552

Origem: ReCiL - Repositório Científico Lusófona

Assunto(s): MUSEOLOGIA; MUSEUS; SOCIOMUSEOLOGIA; MUSEOLOGY; MUSEUMS; SOCIOMUSEOLOGY


Descrição

A palavra que mais vezes ouvi durante estes três dias que duraram as nossas XVII Jornadas sobre a Função Social do Museu foi a palavra UTOPIA. Ainda bem! Tenho para mim que é isso mesmo o que é próprio da Museologia. UTOPIA, o UTOPOS, o não lugar, o lugar que ainda não existe é o específico do nosso trabalho de museólogos.O nosso trabalho é exactamente caminhar por esse lugar que não sabemos onde fica. Por caminhos que não conhecemos: ora a estrada larga, ora o caminho pedregoso, empinado ou vertiginosamente descendente (como a calçadinha de S. Brás); muitas vezes nos perdemos e foi necessário voltar atrás e recomeçar. Algumas vezes o desânimo tomou conta dos caminhantes mas logo outros se nos juntaram e trouxeram ânimo novo e continuámos estrada fora. E cá vamos. Descobrindo o caminho para o lugar que “ainda não existe”.Ocorre-me aqui Antonio Machado:“Caminante no hay caminoSe hace camino al andar”.E cá vamos perseguindo a UTOPIA.

Tipo de Documento Artigo científico
Idioma Português
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