Author(s):
Mateus, Gabriel ; Freitas, Rui Lomelino ; de Mendonça Jr, Francisco ; Bubello, Juan Pablo ; Carreira, Fernando ; Vieira, Otávio Santana ; Lindemann, Ricardo ; Macias, Enrique Santos
Date: 2017
Persistent ID: https://hdl.handle.net/10437/7625
Origin: ReCiL - Repositório Científico Lusófona
Subject(s): RELIGIÃO; ESOTERISMO OCIDENTAL; SIMBOLISMO; RELIGION; WESTERN ESOTERICISM
Description
A Theosophia cristã, que emerge no Renascimento, em contraposição ao dogmatismo teológico, procurou unir a via religiosa com a via científica, assumindo-se como Religião do Pensamento, da que falaria Giordano Bruno ao descrever o hermetismo. Foi neste contexto que se desenvolveu a astrologia, a alquimia, as ciências médicas, a magia e o estudo da natureza, profundamente influenciados pelo trabalho de Paracelso. Neste movimento a arte encontrou novos cânones de beleza, adquirindo uma dimensão simbólica, menos formal e utilitária, mas muito mais profunda. A religião tornava-se mística, individual, buscando o contacto directo e sem intermediários com o divino arquitecto. O pensamento filosófico era incitado ao questionamento e o método experimental era aplicado de forma racional. Desta miscelânea nasceram impulsos e movimentos que determinariam profundamente a História moderna e contemporânea. São conhecidos autores deste movimento, entre muitos outros, nomes como: Valentin Weigel, Heinrich Khunrath, Johann Arndt e Jacob Bohme.