Author(s): Carvalhais, Carlos ; Ribeiro, Inês ; Xavier, Ana ; Saúde, Miguel ; Alberto Alves Carvalhais, Carlos
Date: 2026
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.22/32216
Origin: Repositório Científico do Instituto Politécnico do Porto
Author(s): Carvalhais, Carlos ; Ribeiro, Inês ; Xavier, Ana ; Saúde, Miguel ; Alberto Alves Carvalhais, Carlos
Date: 2026
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.22/32216
Origin: Repositório Científico do Instituto Politécnico do Porto
As instituições de ensino superior têm um papel central na formação de profissionais e cidadãos conscientes. No ensino das Ciências e Tecnologias da Saúde, é fundamental promover uma formação integral que integre competências técnicas, clínicas, sociais e ambientais. Este estudo teve como objetivo avaliar as perceções e os conhecimentos dos estudantes sobre sustentabilidade ambiental no ensino e na prática clínica em saúde. Realizou-se um estudo transversal com um questionário de autor, parcialmente adaptado e traduzido de estudos prévios. Após um estudo piloto, a versão final incluiu 26 questões e foi aplicada a estudantes de licenciatura do 1.º ao 4.º ano de cursos das Ciências e Tecnologias da Saúde (imagem média e radioterapia, saúde ambiental, fisiologia clínica, fisioterapia, audiologia, entre outros), entre setembro de 2024 e janeiro de 2025. Participaram 247 estudantes. A maioria referiu possuir conhecimentos gerais sobre sustentabilidade; contudo, 19,0% demonstraram falta de consciência sobre o impacto ambiental da prática clínica. A necessidade de maior integração da sustentabilidade nos planos de estudo foi referida por 77,0% dos participantes. Globalmente, observaram-se conhecimentos limitados sobre práticas sustentáveis na profissão (32,0%), apesar da elevada adoção de comportamentos sustentáveis na vida quotidiana (89,0%). Foi ainda identificada uma forte associação entre os cursos frequentados e os ODS 3 (97,6%), 4 (55,5%) e 8 (37,3%). Os resultados evidenciam a necessidade de reforçar a integração da sustentabilidade nos planos curriculares de forma transversal ou através de módulos específicos, alinhado com as exigências em matéria de acreditação de cursos. A introdução precoce destes conteúdos poderá contribuir para a formação de profissionais ambientalmente responsáveis, capazes de tomar decisões informadas que minimizem o impacto ambiental da prática clínica e promovam um sistema de saúde mais sustentável.