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Desempenho clínico, longevidade e satisfação do paciente em restaurações de dissilicato de lítio, zircónia e silicato de lítio reforçado com zircónia: Uma revisão sistemática integrativa.

Author(s): Molero López, Luis Miguel

Date: 2026

Persistent ID: http://hdl.handle.net/20.500.11816/5131

Origin: Repositório CESPU

Subject(s): Crowns; Dental porcelain; Ceramic; Silicates; Zirconium; Esthetics dental


Description

Introdução: Avanços na medicina dentária disponibilizaram cerâmicas metal-free, sendo crucial compreender as propriedades de dissilicato de lítio (DL), zircónia (Z) e silicato de lítio reforçado com zircónia (ZLS) para selecionar a opção clínica adequada. Objetivos: Esta revisão analisou, comparativamente, o desempenho clínico, longevidade e satisfação do paciente em restaurações de DL, Z e ZLS. Materiais e método: Realizou-se uma pesquisa na PubMed (2015-2025), selecionando 19 artigos seguindo os critérios PRISMA e PICO, avaliando sobrevivência, sucesso, adaptação marginal e estética. Resultados: Os materiais apresentam taxas de sobrevivência >93% até aos 5 anos . A longo prazo (10-15 anos), a sobrevivência do DL variou entre 48,6% e 81,9%, enquanto a taxa de sucesso da Z atingiu 24,2% . Falhas críticas distinguem-se entre fraturas estruturais no DL/ZLS e descimentação ou perda de retenção na Z. A satisfação dos pacientes foi consistentemente elevada (>95%). Discussão: A longevidade do DL é influenciada pelo envelhecimento e método de fabrico, com vantagem para sistemas CAD face ao Press . Na Z, a retenção é o principal desafio clínico, não a resistência. No ZLS, uma espessura mínima (MMT) inferior a 0,75 mm aumenta em 11,1 vezes o risco de fratura, com maior incidência em molares. A discrepância estatística entre a visão profissional e a do paciente (p≤0.05) indica que os pacientes valorizam mais a estética e função do que a precisão técnica marginal. Conclusões: Os materiais são opções fiáveis, mas o ZLS carece de evidência clínica longitudinal robusta.

Introduction: Advances in dentistry have made metal-free ceramics available, making it crucial to understand the properties of litihum disilicate (DL), zirconia (Z), and zirconia-reinforced lithium silicate (ZLS) to select the appropriate clinical option. Objectives: This review analyzed, comparatively, the clinical performance, longevity, and patient satisfaction in DL, Z, and ZLS restorations. Materials and method: An electronic search was conducted in the PubMed database (2015-2025), selecting 19 articles following PRISMA and PICO criteria to evaluate survival, success, marginal adaptation, and aesthetics. Results: The materials show high survival rates (>93%) up to 5 years. In long-term follow-ups (10-15 years), DL survival ranged between 48.6% and 81.9%, while the Z success rate reached 24.2%. Critical failures differ between structural fractures in DL/ZLS and decementation or loss of retention in Z. Patient satisfaction was consistently high (>95%). Discussion: DL longevity is influenced by aging and manufacturing methods, with an advantage for CAD systems over Press . In Z, retention is the primary clinical challenge, rather than mechanical strength. In ZLS, a minimum material thickness (MMT) below 0.75 mm increases the fracture risk by 11.1 times, with a higher incidence in molars . The statistical discrepancy between professional assessment and patient perception (p≤0.05) indicates that patients prioritize aesthetics and function over marginal technical precision. Conclusions: These materials are reliable options, although ZLS still lacks robust longitudinal clinical evidence.

Document Type Master thesis
Language Portuguese
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