Autor(es): Poiares, Nuno
Data: 2019
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/11144/4887
Origem: Camões - Repositório Institucional da Universidade Autónoma de Lisboa
Assunto(s): Política; Segurança; Cibersegurança; Sociedade
Autor(es): Poiares, Nuno
Data: 2019
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/11144/4887
Origem: Camões - Repositório Institucional da Universidade Autónoma de Lisboa
Assunto(s): Política; Segurança; Cibersegurança; Sociedade
Quando o sociólogo espanhol Castells (2003) definiu a internet como o tecido das nossas vidas estava a prever que, um dia, a hierarquia das necessidades humanas de Maslow (1943) ia ser redesenhada com uma base piramidal assente nas prioridades de bateria e wi-fi. O ciberespaço apresenta oportunidades mas encerra em si mesmo ameaças e riscos. Nessa dimensão, o ser humano projeta as suas diversas facetas, materializando uma relação espacial bidimensional: uma sociedade física e uma segunda realidade onde parte dos seus utilizadores alimenta uma second life, espelhando aquilo que são os seus sonhos, mas também as suas frustrações sociais, pro- fissionais e emocionais. Não é possível, por isso, conceber o ciberespaço imune a realidades como a difamação, o bullying, o stalking, a burla, ataques a sistemas, a divulgação de material pornográfico, pedofilia, violação de propriedade intelectual, entre outros comportamentos desviantes.