Autor(es):
Simões, M.P. ; Calouro, Fátima ; Luz, J.P. ; St. Aubyn, António ; Mexia, António
Data: 2008
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10400.11/19
Origem: Repositório Científico da Universidade Politécnica de Castelo Branco
Assunto(s): Pessegueiro; Phomopsis amygdali; Nutrição; Fertilização azotada; Produção integrada
Descrição
A utilização de doses elevadas de fertilização azotada é frequente em agricultura, devido ao grande efeito que exerce sobre a vegetação das culturas, não sendo, no entanto, tão conhecido o seu efeito na susceptibilidade a parasitas. Para avaliação do efeito da fertilização azotada em pessegueiro na susceptibilidade que esta cultura apresenta a Phomopsis amygdali foi estabelecido um ensaio, que decorreu de Abril de 2003 a Abril de 2007, com pessegueiros da cultivar Springcrest, instalados em vasos e sujeitos a quatro níveis de fertilização azotada – N0 (sem fertilização azotada), N1 (fertilização deficiente), N2 (fertilização considerada adequada ou suficiente) e N3 (fertilização excessiva). No final de cada ciclo vegetativo, procedeu-se à inoculação das plantas com uma cultura de P. amygdali, sendo a avaliação da susceptibilidade quantificada através da medição do comprimento de cada cancro desenvolvido nos locais da infecção. A susceptibilidade a P. amygdali de pessegueiros da cv. Springcrest foi condicionada não só pela fertilização como pelas condições climáticas, nomeadamente a precipitação. A Análise de Correspondências Múltiplas permitiu associar os cancros de grandes dimensões a condições de precipitação mais elevada e doses excessivas de azoto, enquanto os cancros de menores dimensões estiveram associados a condições de precipitação mais baixa não sendo tão marcado o efeito da fertilização azotada.