Autor(es):
Pessanha, Matilde Pastori Soares d’Albergaria
Data: 2023
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10400.21/16745
Origem: Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Assunto(s): Nutrição; Estado nutricional; Cancro da mama; Dieta mediterrânica; Atividade física; Nutrition; Nutritional status; Breast cancer; Mediterranean diet; Physical activity; Nutrição; Nutrição; Estado nutricional; Estado nutricional; Cancro da mama; Cancro da mama; Dieta mediterrânica; Dieta mediterrânica; Atividade física; Atividade física; Nutrition; Nutrition; Nutritional status; Nutritional status; Breast cancer; Breast cancer; Mediterranean diet; Mediterranean diet; Physical activity; Physical activity
Descrição
Introdução: O cancro da mama é o mais incidente mundialmente. O aumento ponderal e a alteração da composição corporal são efeitos secundários frequentes em doentes com cancro da mama sob quimioterapia. A dieta e a prática de atividade física também têm influência no peso e composição corporal bem como no desenvolvimento e progressão desta neoplasia. O objetivo desta investigação é caracterizar o estado nutricional, a adesão à dieta mediterrânica e a prática de atividade física de mulheres com cancro da mama propostas para quimioterapia. População e Métodos: Foi realizado um estudo observacional transversal em mulheres com cancro da mama propostas para quimioterapia. O estado nutricional foi classificado através dos índices de massa magra (FFMI) e massa gorda (FMI), índice de massa corporal (IMC) e força de preensão palmar (FPP). A adesão à dieta mediterrânica foi avaliada através do questionário PREDIMED e a prática de atividade física através do questionário global de atividade física. As associações foram consideradas estatisticamente significativas ao nível de significância de 5%. Resultados: Avaliaram-se 61 doentes com média de idades de 52 ± 11 anos. A prevalência de excesso de peso foi de 70,4%, o FMI encontrava-se elevado em 79,3%, o FFMI encontrava-se baixo em 24,1% e 4,9% dos doentes apresentavam FPP baixa. 11,5% das doentes apresentaram elevada adesão à dieta mediterrânica e 49,2% cumpre as recomendações de atividade física. A idade está inversamente associada à adesão à dieta mediterrânica (p= 0,020), mas não apresenta associação com a prática de atividade física (p= 0,104). Doentes que cumprem as recomendações de atividade física apresentam, em média, menor IMC (p= 0,049). Não se verificou associação significativa entre o estado nutricional, adesão à dieta mediterrânica e cumprimento das recomendações de atividade física. Conclusões: Os resultados obtidos demonstram uma elevada prevalência de excesso de peso e de massa gorda e reduzida adesão à dieta mediterrânica.