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O trabalho que antecede o desporto: cultura organizacional e satisfação profissional de agentes desportivos

Author(s): Gonzaga, Luís ; Jorge, Ricardo ; Almeida, Sara

Date: 2014

Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.15/1355

Origin: Repositório Científico do Instituto Politécnico de Santarém

Subject(s): cultura organizacional; satisfação profissional; trabalho; desporto; cultura organizacional; cultura organizacional; satisfação profissional; satisfação profissional; trabalho; trabalho; desporto; desporto


Description

A competitividade do desporto nacional encontra-se cada vez mais relativa, ou cativa, no discurso dos seus agentes, dos constrangimentos da competitividade da respetiva economia com manifesto impacto na produtividade interna das associações desportivas e dos clubes. O seu capital humano, dominantemente em acumulação e/ou de participação voluntária, é igualmente fator e reflexo de um mercado de concorrência muito desigual. Este estudo empírico procurou identificar o tipo de cultura organizacional predominantemente percecionada no contexto laboral onde os sujeitos exercem a sua atividade principal e avaliar a sua influência sobre a satisfação no trabalho e ainda as eventuais diferenças em função das variáveis sociodemográficas numa amostra de 83 agentes desportivos (dirigentes, treinadores e praticantes) com idades compreendidas entre os 18 e os 63 anos (média de 31,10 +- 10,40), sendo 52 (62,7%) do sexo masculino e 31 (37,3%) do sexo feminino. Na sua atividade profissional, a maioria (48; isto é, 57,8%) encontra-se ligada ao setor dos Serviços e os restantes ao Comércio, Indústria e Agricultura. Do total dos participantes neste estudo, 18 (21,7%) exercem funções de chefia. Recorrendo a uma metodologia quantitativa, a cultura organizacional foi medida com o First Organizational Culture Unified Search (FOCUS) (Neves, 1994) construído a partir de um modelo tipológico de quatro quadrantes (cultura de apoio, cultura de inovação, cultura de objetivos e cultura de regras) e a satisfação no trabalho com a Escala de Satisfação no Trabalho (Locke, 1976; Lima, Vala, & Monteiro, 1994) composta por oito parâmetros: perspetiva de promoção, organização e funcionamento do departamento, colaboração e clima de relação com os colegas de trabalho, remuneração, competência e funcionamento do superior imediato, trabalho que desempenha, competência dos subordinados, e satisfação geral. Os resultados apurados sugerem contextos laborais dominantemente caraterizados por uma cultura de regras. Por outro lado, a perceção de uma cultura de objetivos apresenta um elevado valor preditivo da insatisfação profissional com a remuneração com que se correlaciona significativamente.

Document Type Conference object
Language Portuguese
Contributor(s) Repositório Científico do Instituto Politécnico de Santarém
CC Licence
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