Author(s): Amaro, R. R.
Date: 2017
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10071/17206
Origin: Repositório ISCTE
Subject(s): Desenvolvimento; Desenvolvimento comunitário; Desenvolvimento sustentável; Pós-desenvolvimento; Buen vivir; Noflay
Author(s): Amaro, R. R.
Date: 2017
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10071/17206
Origin: Repositório ISCTE
Subject(s): Desenvolvimento; Desenvolvimento comunitário; Desenvolvimento sustentável; Pós-desenvolvimento; Buen vivir; Noflay
Pretende-se, neste artigo, contribuir para o debate e a reflexão sobre o sentido, a pertinência e a actualidade do conceito de desenvolvimento, tendo como provocação as críticas que lhe têm sido dirigidas pelos autores da corrente do “pós-desenvolvimento”. É ainda útil e pertinente falar e utilizar o conceito de desenvolvimento? Ou é uma palavra e um conceito definitivamente pervertido, desqualificado e irrecuperável, como defendem os “pós-desenvolvimentistas”? Assume-se neste artigo que a atitude mais interessante e enriquecedora é a que coloca alguns destes conceitos em diálogo e em interacção uns com os outros. Por isso, e simbolicamente, se termina propondo um diálogo inovador e desafiante entre o “des-envolvimento” (redescoberta semântica do sentido original dessa palavra) e o “noflay” (palavra que, em língua wolof, do Senegal, quer dizer “bem-estar” ou “estar bem”), como uma das propostas mais recentes para este debate a partir de um continente normalmente esquecido – a África.