Author(s): Batista, Vera Mónica Nunes Valério
Date: 2009
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.12/4798
Origin: Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Subject(s): Inexistente; Inexistente; Inexistente
Author(s): Batista, Vera Mónica Nunes Valério
Date: 2009
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.12/4798
Origin: Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Subject(s): Inexistente; Inexistente; Inexistente
A alexitimia tem sido reconhecida como um factor de risco para alguns problemas de saúde, psiquiátricos ou comportamentais que são influenciados pelas perturbações na regulação dos afectos. Frequentemente tida como imutável, são escassos os estudos acerca de abordagens psicoterapêuticas de sucesso com pacientes alexitímicos. Na literatura, coloca-se a hipótese de que intervenções que encorajem mais a atenção às experiências internas possam resultar numa menor alexitimia. O psicodrama, por via da espontaneidade, promove a vivência dessas experiências, trazendo o corpo para a terapia. Numa proposta recente, David A. Kipper reformula o psicodrama como uma terapia pela acção de reintegração experiencial (ERAT), numa abordagem emocional correctiva. O objectivo deste estudo é fundamentar a abordagem psicodramática na alexitimia através de um estudo empírico. O método constituiu-se por um estudo correlacional entre alexitimia e espontaneidade, recorrendo aos instrumentos Toronto Alexithymia Scale-20 (TAS-20) e Revised Spontaneity Assessment Inventory (SAI-R). Procedeu-se à adaptação do SAI-R para a língua portuguesa. A amostra é caracterizada por 84 pacientes com lupus. Com os resultados obtidos constatou-se, na amostra, a prevalência de elevada alexitimia e uma correlação negativa entre os valores obtidos na TAS-20 e no SAI-R. Na discussão argumenta-se que a alexitimia parece correlacionar-se negativamente com a intensidade de sentimentos e pensamentos relativos à espontaneidade. O psicodrama, acedendo a esta intensidade, poderá aceder à identificação e reintegração de experiências traumáticas, bem como ao desenvolvimento da capacidade imagética, apresentando-se como uma abordagem psicoterapêutica potencialmente promissora na alexitimia.