Autor(es):
Moreira, Sofia Fidalgo de Oliveira
Data: 2026
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10400.14/59477
Origem: Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Assunto(s): Violência no namoro; Pranks entre casais; Redes sociais; Saúde mental; Jovens adultos; Dating violence; Couple-related pranks; Social media; Mental health; Emerging adults
Descrição
A crescente relevância da violência facilitada pela tecnologia tem evidenciado a necessidade de compreender o impacto de conteúdos relacionais difundidos nas redes sociais. O estudo procurou analisar como a exposição a pranks entre casais, nas redes sociais, se associa à perceção da violência no namoro, à autoestima e à ansiedade em jovens universitários. Recorreu-se a uma metodologia quantitativa, correlacional e transversal, através da aplicação de um questionário online a 227 estudantes (85.5% mulheres; Média idade = 20.8 anos). Os resultados indicam que a maioria dos participantes reconheceu que estes conteúdos podem reforçar comportamentos de controlo ou ciúme (64.8%), embora persistam dificuldades na distinção entre humor e desrespeito. Verificou-se ainda que a adesão aos mitos do amor romântico se associou positivamente à perceção destas situações como normais no contexto da relação (r = .26, p < .001) e como formas leves de entretenimento (r = .32, p < .001). Por outro lado, a autoestima e a ansiedade apresentaram associações pontuais e menor capacidade explicativa. Os resultados reforçam a importância da literacia relacional e digital na prevenção da violência no namoro. A investigação futura deverá aprofundar o papel das redes sociais na legitimação de formas de violência no namoro facilitadas pela tecnologia.
The growing relevance of technology-facilitated violence has highlighted the need to understand the impact of relational content disseminated through social media. This study aimed to examine how exposure to couple pranks on social media is associated with the perception of dating violence, self-esteem, and anxiety among university students. A quantitative, correlational, and cross-sectional methodology was employed through the administration of an online questionnaire to 227 students (85.5% women; Mean age = 20.8 years). The results indicate that most participants recognized that such content may reinforce controlling or jealous behaviours (64.8%), although difficulties in distinguishing humour from disrespect persisted. Adherence to romantic love myths was positively associated with perceiving these situations as normal within the context of a relationship (r = .26, p < .001) and as harmless forms of entertainment (r = .32, p < .001). In contrast, self-esteem and anxiety showed only limited associations and lower explanatory power. These findings reinforce the importance of relational and digital literacy in the prevention of dating violence. Future research should further explore the role of social media in legitimizing technology-facilitated forms of dating violence.