Author(s): Mendes, João Apolinário
Date: 2023
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.14/59865
Origin: Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Subject(s): Animation; Hand of the artists; Meta-animation; Betty
Author(s): Mendes, João Apolinário
Date: 2023
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.14/59865
Origin: Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Subject(s): Animation; Hand of the artists; Meta-animation; Betty
Tendo como objetivo a compreensão dos desdobramentos metalinguísticos da curta-metragem Betty (2020), de Will Anderson, consideramos neste artigo o modo como o cinema de animação representa os seus processos de criação e de que maneira a sua linguagem pode ultrapassar os seus próprios limites. A utilização de metalinguagem no cinema de animação remonta ao seu início: tanto em Humorous Phases of Funny Faces (1906), de Blackton, e em Fantasmagorie (1908), de Émile Cohl – considerados os primeiros filmes de animação – existe uma encenação do processo de criação. Este recurso, a que Donald Crafton chamou “the hand of the artist”, foi muito utilizado nos primórdios do cinema de animação como meio de destacar o papel do realizador enquanto mágico/técnico. Com o tempo, este recurso acabou por cair em desuso para que as personagens animadas alcançassem a ilusão de vida. No filme Betty, este recurso retorna com uma maior complexidade diante do contexto contemporâneo do cinema de animação