Autor(es):
Guimarães, Leandro Afonso
Data: 2020
Origem: Oasisbr
Assunto(s): Comunicação; Mise-en-scène; Na Cidade de Sylvia; José Luis Guerín; Análise fílmica; Comunicação; Comunicação; Mise-en-scène; Mise-en-scène; Na Cidade de Sylvia; Na Cidade de Sylvia; José Luis Guerín; José Luis Guerín; Análise fílmica; Análise fílmica
Descrição
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Capes
Esta dissertação tem como objetivo analisar a mise-en-scène no filme Na Cidade de Sylvia (En la Ciudad de Sylvia, Espanha/ França, 2007), de José Luis Guerín, e mostrar de que forma a obra se apoia em duas escolas de encenação antagônicas. De um lado, há uma raiz ligada a um ideal de Alfred Hitchcock, com uma superioridade do cálculo sobre o aleatório, do criador sobre a criatura. Do outro, há uma raiz que se conecta a Roberto Rossellini, com uma crença maior na realidade que na imagem, preferindo uma contemplação do mundo a um firme controle sobre ele. O trabalho faz uma breve retrospectiva histórica do termo mise-en-scène, desde a sua origem teatral até os seus elementos e conceitos quando exportados ao cinema, com base em autores como Bordwell (2008), Aumont (2008) e Oliveira Jr. (2013). Expostos os componentes e as possíveis definições de mise-en-scène, parte-se para a apreciação crítica da obra, utilizando-se de métodos defendidos por Aumont e Marie (1990) e Casetti e Di Chio (1991). Trabalha-se com a descrição e a interpretação, com uma decomposição que se transforma em recomposição e, por fim, em análise fílmica. Esta investigação começa nos longas de Guerín realizados entre 1984 e 2007, antes de um mergulho analítico mais aprofundado em Na Cidade de Sylvia. Dentro desta pesquisa, observa-se que os primeiros filmes do diretor apresentam características de duas escolas de encenação opostas, mas eles têm peculiaridades que os afastam do objeto de estudo principal. Como hipótese dominante, nota-se que em Na Cidade de Sylvia há uma confluência harmônica dessas duas bases antagônicas. O amor ao plano, como elemento principal da mise-en-scène a ser meticulosamente composto e como planejamento a ser executado, aparece aliado a um amor ao mundo, a uma confiança de que a realidade já é interessante o suficiente sem sofrer grandes interferências do diretor.