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A relação da prematuridade e baixo peso ao nascer com lesões de mucosa oral em recém-nascidos e prevalência de anquiloglossia de acordo com critérios diagnósticos

Autor(es): Poliana Valdelice da Cruz

Data: 2022

Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/1843/40141

Origem: Oasisbr

Assunto(s): Lesão de mucosa oral; Anomalias congênitas; Prematuridade; Baixo peso; Alto risco gestacional; Frênulo lingual; Anquiloglossia; Mucosa bucal/lesões; Anormalidades congênitas; Prematuro; Gestação de alto risco; Freio lingual; Lesão de mucosa oral; Lesão de mucosa oral; Anomalias congênitas; Anomalias congênitas; Prematuridade; Prematuridade; Baixo peso; Baixo peso; Alto risco gestacional; Alto risco gestacional; Frênulo lingual; Frênulo lingual; Anquiloglossia; Anquiloglossia; Mucosa bucal/lesões; Mucosa bucal/lesões; Anormalidades congênitas; Anormalidades congênitas; Prematuro; Prematuro; Gestação de alto risco; Gestação de alto risco; Freio lingual; Freio lingual


Descrição

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

Objetivo: 1) verificar a associação da prematuridade e baixo peso ao nascimento (BPN) com a ocorrência de lesões de mucosa oral em recém-nascidos (RN), fatores de saúde materno-infantil e socioeconômicos, por meio de um estudo transversal; e 2) avaliar a prevalência de anquiloglossia em bebês, crianças e adolescentes de acordo com diferentes critérios diagnósticos, por meio de uma revisão sistemática. Métodos: 1) O estudo contou com uma amostra de 431 pares de mães e recém-nascidos. A coleta foi realizada no período de agosto de 2016 a abril de 2017. Após o nascimento, os bebês tiveram a cavidade bucal examinada para lesões de mucosa. A regressão logística bivariada e multivariada foi utilizada para a análise dos dados. O nível de significância foi de 5%. 2) Foram realizadas buscas eletrônicas em nove bases de dados até 2021. Por meio da meta-análise de efeitos aleatórios, foi avaliada a prevalência bruta de anquiloglossia e para sexo. Uma meta-análise de efeitos mistos foi usada para análise de sugrupos por critérios diagnósticos e idade. Calculamos a RP e o IC de 95% da ocorrência de anquiloglossia em meninos, em comparação com meninas e avaliamos a certeza das evidências usando a abordagem GRADE. Resultados: 1) Prematuridade e BPN foram associados com pérolas de Epstein (odds ratio [OR]: 1,7; intervalo de confiança de 95% [IC]: 1,03–3,0; OR: 1,8; IC95%: 1,1–3,2, respectivamente) e mucocele (OR: 4,6; IC95%: 1,3–16,1; OR: 3,7; IC95%: 1,1–13,1, respectivamente), mas não à anquiloglossia (OR: 1,0; IC95%: 0,5–2,1; OR: 0,7; IC95%: 0,3 -1,6, respectivamente) ou amamentação (OR: 0,5; IC95%: 0,1-2,1; OR: 1,9; IC95%: 0,2-15,6, respectivamente). A prematuridade foi associada à gravidez de alto risco (OR: 2,3; IC 95%: 1,3–3,9), estar na incubadora (OR: 3,2; IC 95%: 1,7–5,9) e baixo nível socioeconômico (OR: 2,4; IC de 95%: 1,1-5,2). 2) Setenta e três estudos observacionais foram incluídos (72 na meta-análise). Havia cinco diferentes critérios diagnósticos validados. A prevalência geral bruta de anquiloglossia foi de 4% (IC95%: 3% - 4%) variando de 67% para o critério de Coryllos (IC95%: 40% - 94%) a 2% para estudos que usaram critérios próprios (2%; IC95% : 2% - 2%). A prevalência foi similar entre faixas etárias e sexos. Entretanto, meninos tiveram 1,29 mais risco de ter anquiloglossia do que meninas (95%IC: 1,04-1,59) com muito baixa certeza de evidência. Conclusão: 1) Recém-nascidos prematuros e com BPN foram mais propensos a ter pérolas de Epstein e mucocele do que RN à termo e com peso normal. Amamentação e anquiloglossia não foram associadas à prematuridade e BPN. A prematuridade também foi associada à gravidez de alto risco, estar na incubadora e baixo nível socioeconômico. 2) A prevalência de anquiloglossia geral foi baixa, e maior para critérios diagnósticos validados comparado aos critérios próprios usados pelos autores. A prevalência de anquiloglossia foi semelhante para grupos de idade e sexo. Com muita baixa certeza da evidência, não podemos afirmar que meninos têm mais anquiloglossia que meninas.

Tipo de Documento Tese de doutoramento
Idioma Português
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