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Organização social sistematizada: controle social e regras de sociabilidade nos shopping centers.

Autor(es): Ribeiro, Paulo Henrique Montini dos Santos

Data: 2015

Origem: Oasisbr

Assunto(s): Sociologia do consumo; Shopping Center; Controle social; Sociabilidade; Sociology of consumption; Shopping center; Social control; Sociability; CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA; Sociologia do consumo; Sociologia do consumo; Shopping Center; Shopping Center; Controle social; Controle social; Sociabilidade; Sociabilidade; Sociology of consumption; Sociology of consumption; Shopping center; Shopping center; Social control; Social control; Sociability; Sociability; CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA; CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA


Descrição

Shopping centers have developed during the decades after the advent of capitalism and became a process of modernity. Shopping does have become institutions of modernity aimed to exert a socializing role of the consumer society. We indicate how to carry out various elements of social control of the institution and the means by which customers perceive and re-do these places through the lens of social facade built by its visitors, as any institution, the shopping center has models of social control who aim to frame his actors to their deviant role model. These control methods typify how we should act and what to do in these places, and thus create three types of customers: customers in common, ranging between normal clientele that fills the spaces of the shopping center, seeking anonymity, customers "caroço", considered a problem for sellers who treat them with some kind of social stigma, often ignored by sellers or simply badly treated, and repeat customers, customers that are able to circumvent many of these control rules through a knowledge gained through the practice of living together in the shopping. We chose these constructs models to try to understand a phenomenon very different from that observed by the vision of consumption itself, with the shopping center as a space that goes beyond the practice of consumption itself, turning into pure spaces of sociability, through its transformation private space in public, as a new interpretation of the border with the shopping street. This border is not as clearly defined among customers of the shopping center and the citizens of the city. The shopping center becomes an extension of the street.

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES

Os shoppings se desenvolveram durante as décadas a partir do advento do capitalismo e se transformaram em um processo da modernidade. Os shoppings se tornaram instituições da modernidade voltadas para exercer um papel socializador da sociedade de consumo. Indicamos como se procedem a diversos elementos de controle social desta instituição e os meios pelos quais os clientes apreendem e re-significam estes lugares, através da ótica da fachada social construída pelos seus frequentadores, pois como qualquer instituição, o shopping possui modelos de controle social, que visam enquadrar seus atores desviantes ao seu modelo de conduta. Estes métodos de controle tipificam como devemos agir e o que fazer nestes lugares, e dessa forma, criamos três tipologias de clientes: clientes comuns, compreendidos entre a clientela normal que povoa os espaços do shopping, buscando o seu anonimato; clientes caroço , considerados um problema para os vendedores que os tratam com certo tipo de estigmas sociais, comumente ignorados pelos vendedores ou simplesmente mal tratados; e clientes assíduos, que são clientes que conseguem burlar muitas dessas regras de controle através de um conhecimento adquirido através da prática do convívio no interior do shopping. Optamos tais construções de modelos para tentar apreender um fenômeno muito diferente daquele observado pela visão do consumo em si, apresentando o shopping como um espaço que vai além da prática do consumo em si, se transformando em espaços de pura sociabilidade, através de sua transformação de espaço privado em público, como uma nova interpretação da fronteira do shopping com a rua. Esta fronteira não se encontra tão claramente definida entre os clientes do shopping e os cidadãos da cidade. O shopping passa a ser uma extensão da rua.

Tipo de Documento Dissertação de mestrado
Idioma Português
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