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Polimorfismo no gene da MBL-2 em mulheres infectadas por Chlamydia trachomatis, cofator do câncer cervical

Autor(es): Catarina Simonetti, Ana

Data: 2014

Origem: Oasisbr

Assunto(s): Chlamydia trachomatis; MBL-2; PCR; Chlamydia trachomatis; Chlamydia trachomatis; MBL-2; MBL-2; PCR; PCR


Descrição

A Chamydia trachomatis (C. trachomatis) é uma bactéria intracelular obrigatória, sexualmente transmitida, que causa doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica e infertilidade. O papilomavírus humano (HPV) e a C. trachomatis são responsáveis por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) tipo-específicas, que infectam a pele, mucosas e o trato genital masculino e feminino, causando lesões, tanto benignas quanto malignas. A lectina ligadora de manose (MBL, Mannose-Binding Lectin) é uma proteína sérica da resposta imune inata capaz de ativar o sistema complemento e de se ligar a resíduos de carboidratos, inclusive a manose, em diferentes microrganismos. A deficiência ou polimorfismo gênico, dessa proteína, associa-se a um aumento da susceptibilidade a muitas doenças infecciosas. Os objetivos principais desse trabalho foram elaborar um protocolo para detecção da infecção por C. trachomatis e investigar a freqüência do polimorfismo no primeiro éxon do gene MBL2, correlacionando-os com a susceptibilidade à infecção por C. trachomatis, através da reação da PCR em Tempo Real (Real-Time Polimerase Chain Reaction), utilizando o SYBR® Green como fluoróforo. Para determinação do protocolo de identificação da C. Trachomatis foram utilizadas 98 amostras de secreção vaginal, oriundas de pacientes do Ambulatório Especializado da Mulher, da Prefeitura Municipal do Recife-PE, Brasil. O diagnóstico da infecção foi dado pela análise melting temperature assay. Aproximadamente, 14% (n=14) das amostras foram positivas para a infecção. Todas as amostras foram confirmadas através da análise em gel de agarose a 1%. Em relação à associação do polimorfismo do gene MBL2 entre os grupos infectados e saudáveis, os resultados demonstraram que não houve diferença estatística na freqüência dos alelos entre os grupos (64% vs. 74%) (36% vs. 26%), respectivamente, alelos A e 0, p-value = 0.3112), não sendo associado a um aumento na susceptibilidade à infecção pela C. trachomatis. Da mesma forma, quando comparadas às freqüências genotípicas, o genótipo OO , no grupo C. trachomatis-positivo, não mostrou diferença significativa em relação ao grupo controle, 6% vs. 3%, respectivamente. Além disso, apesar do genótipo AA , no grupo controle, apresentar uma freqüência maior em relação ao grupo C. trachomatis-positivo (47% vs. 33%), esta não foi significativa (p-value = 0.1430). Todas as amostras estavam em equilíbrio de Hardy-Weinberg (χ2=2,65). Conclui-se assim que com a metodologia proposta, pode-se facilmente detectar a presença de C. trachomatis, em amostras de secreção vaginal, e que a presença do alelo mutante O no gene da MBL2, não confere fator predisponente relevante para um aumento na susceptibilidade à infecção por C. trachomatis

Tipo de Documento Tese de doutoramento
Idioma Português
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