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Efeitos do treinamento muscular inspiratório diário sobre a força muscular respiratória, os volumes da caixa torácica, a mobilidade e espessura diafragmática de pacientes em hemodiálise: ensaio clínico randomizado

Author(s): MEDEIROS, Ana Irene Carlos de

Date: 2018

Origin: Oasisbr

Subject(s): Insuficiência renal crônica; Diálise renal; Músculos respiratórios; Exercícios respiratórios; Insuficiência renal crônica; Insuficiência renal crônica; Diálise renal; Diálise renal; Músculos respiratórios; Músculos respiratórios; Exercícios respiratórios; Exercícios respiratórios


Description

CAPES

O treinamento muscular inspiratório (TMI) é utilizado em pacientes com fraqueza muscular respiratória visando o aumento da força muscular, no entanto, não foram abordados os efeitos do TMI realizado diariamente em pacientes com doença renal crônica (DRC) em hemodiálise (HD). Este trabalho será apresentado em três artigos, sendo uma revisão sistemática e dois artigos originais. A revisão sistemática buscou identificar as evidências sobre o efeito do TMI em pacientes em HD; o artigo 1 teve como objetivo analisar os fatores preditores de fraqueza muscular inspiratória em pacientes em HD por meio de um estudo transversal; e o artigo 2 visou avaliar os efeitos do TMI diário sobre a força muscular respiratória, volumes da caixa torácica, mobilidade e espessura diafragmática de pacientes em HD através de um ensaio clínico randomizado e sham controlado. A pesquisa foi aprovada no comitê de ética em pesquisa da UFPE (CAAE 48538315.4.0000.5208) e cadastrada no clinical trials (NCT02599987). Foram recrutados pacientes que realizavam HD nos centros de referência em nefrologia da cidade de Recife-PE, totalizando 48 pacientes para o estudo transversal (22 no grupo sem fraqueza -GSF e 26 no grupo fraqueza - GF) e 19 pacientes para o ensaio clínico (9 no grupo TMI e 10 no grupo Sham). Os pacientes realizaram TMI com carga de 50% da PImáx no grupo TMI e carga de 5cmH2O no grupo sham, com frequência de 2 vezes ao dia, 7 vezes por semana, por um período de 8 semanas e foram avaliados através de manovacuometria, espirometria, pletismografia optoeletrônica, ultrassonografia do diafragma, teste de caminhada de seis minutos (TC6M) e questionário de qualidade de vida. A revisão sistemática evidenciou que o TMI na fase intradialítica melhora a força muscular respiratória [PImáx = -12,3 cmH2O (-23,9 a -0,7); PEmáx = 6,1 cmH2O (2,3 a 9,8)], função pulmonar [CVF = 0,2 l (-0,1 a 0,5); VEF1 = 0,2 l (0,1 a 0,3)] e a capacidade funcional [TC6M = 80 m (41,1 a 118,9)] de pacientes em HD, mas os estudos apresentaram baixa qualidade de evidência. No estudo transversal, a regressão logística verificou que a albumina (OR=0,03, p=0,028), o ferro (OR=0,95, p=0,018) e a espessura diafragmática na capacidade residual funcional (CRF) (OR=0,04, p=0,036) se apresentaram como fatores de proteção para a fraqueza muscular inspiratória. Os resultados do ensaio clínico demonstraram aumento da PImáx nos grupos TMI (- 87,56 cmH2O) e sham (- 77,20 cmH2O), mas a capacidade inspiratória (GTMI = 1,61 l; GS = 1,64 l; p=0,908), a espessura diafragmática na CRF (GTMI = 1,99 mm; GS = 1,89 mm; p=0,628) e a mobilidade diafragmática (GTMI = 64,35 mm; GS = 60,2 mm; p=0,544) não diferiram entre os grupos. Conclui-se que o TMI diário foi capaz de melhorar a força muscular inspiratória, no entanto, as suas repercussões sobre a capacidade pulmonar e funcional de pacientes com DRC em programa de HD não está bem definida. A revisão sistemática realizada não suporta a recomendação desse tipo de treino para essa população em virtude das grandes limitações metodológicas apresentadas.

Document Type Master thesis
Language Portuguese
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