Autor(es): Maria Peixoto, Flávia
Data: 2014
Origem: Oasisbr
Assunto(s): Mulher; Magistério; Feminização; Gênero; Escola Normal; Mulher; Mulher; Magistério; Magistério; Feminização; Feminização; Gênero; Gênero; Escola Normal; Escola Normal
Autor(es): Maria Peixoto, Flávia
Data: 2014
Origem: Oasisbr
Assunto(s): Mulher; Magistério; Feminização; Gênero; Escola Normal; Mulher; Mulher; Magistério; Magistério; Feminização; Feminização; Gênero; Gênero; Escola Normal; Escola Normal
A presente pesquisa se apóia no conceito de gênero e na construção do processo de feminização do magistério em Pernambuco. No início do século XIX a mulher se preparava apenas para ser esposa, dona-decasa e mãe tanto que ao surgirem, as primeiras escolas normais recebiam como alunos apenas homens. As mulheres ainda não tinham acesso a elas embora já lecionassem. Não podemos esquecer, entretanto, que sempre existiram mulheres que reivindicaram seus direitos. As transformações econômicas e sociais, o processo de industrialização e urbanização do país que consolidaram um novo tipo de sociedade na qual a escola básica era necessária, o novo discurso sobre a infância e a maior importância dada às mães mudam a situação. O discurso que antes negava às mulheres o acesso ao estudo, modifica-se e apresenta-as agora como possuidoras de características femininas que as indicam para o magistério. O magistério exige o cuidado de crianças e a professora passa a ser vista como uma segunda mãe. A relação magistério-domesticidade é construída As escolas normais (entre elas a Escola Normal Oficial de Pernambuco) se abrem então às mulheres. Entretanto, alunas e alunos não se misturavam nas salas de aula. Havia também diferença nos currículos de ambos os sexos, pois no das alunas constavam disciplinas consideradas femininas. Mas o número de homens vai decrescendo enquanto aumenta o número de mulheres que se tornam maioria nas escolas normais. Era o magistério se feminizando