Autor(es):
CUNHA, Raul Bradley da
Data: 2014
Origem: Oasisbr
Assunto(s): Ceticismo pirrônico; Tolerância; Ética; Verdade (filosofia); Filosofia do Direito; Direitos Humanos; Direito e Ética; Pragmatismo; Ceticismo pirrônico; Ceticismo pirrônico; Tolerância; Tolerância; Ética; Ética; Verdade (filosofia); Verdade (filosofia); Filosofia do Direito; Filosofia do Direito; Direitos Humanos; Direitos Humanos; Direito e Ética; Direito e Ética; Pragmatismo; Pragmatismo
Descrição
Para João Maurício Adeodato o ceticismo pirrônico implica numa ética da tolerância. Destacando o viés contra dogmático do ceticismo pirrônico e o empirismo dele decorrente a partir de Sexto Empírico, percebemos no pragmatismo de William James, método de ação compatível com o pirronismo. A partir de Locke e Voltaire percebe-se a tolerância como conseqüência filosófica de posturas contra dogmáticas decorrentes do conhecimento de culturas diferentes e do reconhecimento da contingência histórica na definição da verdade. A tolerância é criticada pela indefinição dos seus limites, recaindo no problema da dificuldade de fixação de um mínimo ético comum entre culturas diferentes. A não fixação de valores numa ética de tolerância firmada a partir do ceticismo pirrônico e a dificuldade de configurar um mínimo ético universal compatível com o ambiente multicultural da sociedade globalizada resultam numa postura pragmática de reconhecimento do direito posto através da qual o Estado Democrático é uma tentativa de legitimar a fixação de limites para a tolerância. A crise de valores é característica intrínseca da democracia, que é instrumento de estabilização contingente dos limites éticos. Tolerância pirrônica como elemento imunizador contra a intolerância e o dogmatismo. Pragmatismo como método para a ação do pesquisador pirrônico na seara jurídica