Autor(es):
SILVA, Maria Betânia e
Data: 2014
Origem: Oasisbr
Assunto(s): Ensino de Arte; Currículo Escolar; História da Educação PE; Ensino de Arte; Ensino de Arte; Currículo Escolar; Currículo Escolar; História da Educação PE; História da Educação PE
Descrição
Esta dissertação teve como objetivo central compreender o processo de inserção da arte como disciplina no currículo escolar, especialmente no estado de Pernambuco, no período de 1950 a 1980. Para alcançar esse objetivo utilizei como fontes principais: documentos oficiais (legislação, resoluções, pareceres, propostas curriculares, programas de ensino), jornais, revistas e depoimentos orais de profissionais ligados diretamente a instituições oficiais e aos movimentos estudados na pesquisa. Como referencial teórico-metodológico utilizei a História das Disciplinas Escolares e a História Oral. A pesquisa constatou que, embora se encontrem indícios da presença da arte no sistema educacional brasileiro desde o século XIX, ela somente se configura como disciplina curricular obrigatória a partir da reforma educacional do ensino de 1º e 2º graus de 1971. Nesse momento, houve uma participação coletiva dos profissionais de educação de norte a sul do Brasil na elaboração dos currículos escolares e dos próprios programas das diversas disciplinas. No caso específico da área de artes, ao longo do século XX, algumas instâncias e movimentos exerceram um papel fundamental para o fortalecimento dos profissionais da área, para dar visibilidade à arte na sociedade e na escola e para gestar novas concepções de arte-educação. Entre essas instâncias e movimentos contemplo, na presente pesquisa, a Escola de Belas Artes de Pernambuco, a Divisão de Extensão Cultural e Artística (DECA) da Secretaria de Educação do Estado, o Movimento Escolinhas de Arte (MEA) e o Movimento de Cultura Popular (MCP)