Autor(es):
Edgar Rieck, Fernando
Data: 2014
Origem: Oasisbr
Assunto(s): Bem integrado; Patrimônio cultural material; Rochas ornamentais; Intemperismo; Mapa de danos; Bem integrado; Bem integrado; Patrimônio cultural material; Patrimônio cultural material; Rochas ornamentais; Rochas ornamentais; Intemperismo; Intemperismo; Mapa de danos; Mapa de danos
Descrição
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
No Patrimônio Cultural Material Brasileiro há o emprego da rocha em seus monumentos históricos. Em Pernambuco, o uso do material pétreo ocorre com maior frequência em monumentos históricos religiosos, principalmente como bens culturais integrados. Estes se encontram vinculados à superfície construída, tanto de forma estrutural, quanto ornamental, interna ou externamente. Este estudo trata das patologias e estados de conservação de rochas empregadas, na forma de blocos, em bens integrados vinculados ao frontispício da Igreja de São Pedro dos Clérigos, Recife, e da Igreja de Nossa Senhora da Piedade, Jaboatão dos Guararapes, monumentos históricos tombados no âmbito federal. A multidisciplinaridade que engloba o assunto demanda conhecimento em diversas áreas, transitando desde a ciências até o campos das artes. Nessas edificações seculares, seus materiais, inclusive o pétreo, estão expostos à ação do intemperismo físico, químico e biológico, tonando-os passíveis, através de processos ou mecanismos de alteração, às mais variadas formas de intemperismo ou patologias. Assim, o decaimento da substância pétrea está associado a fatores: intrínsecos, que dizem respeito as suas características ; extrínsecos, denominados de constantes (agentes atmosféricos), aleatórios (processos de alteração físico, químicos e biológicos), impostos (de projeto) e antrópicos (ação/atividade humana). Para a realização deste estudo foi necessária a elaboração de um diagnóstico sistematizado, que envolveu duas etapas: não destrutiva levantamento de dados de campo com preenchimento de ficha cadastral; destrutiva análises laboratoriais com a caracterização mineralógica (petrografia e difratometria de RX) e química (fluorescência de RX). A associação destas etapas resultou na caracterização do litotipo ( beach rock ou arenito de mar) e em mapas de danos que identificam as patologias incidentes, permitindo determinar o estado de conservação dos blocos dos objetos estudados, registrando sua condição atual, tanto para monitoramento, quanto como subsidio para ações futuras