Author(s):
Meroni, Juliana das Chagas
Date: 2020
Origin: Oasisbr
Subject(s): CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA::EPIDEMIOLOGIA; Epidemiologia; Transtornos da visão; Acuidade visual; Vision disorders; Visual acuity; CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA::EPIDEMIOLOGIA; CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA::EPIDEMIOLOGIA; Epidemiologia; Epidemiologia; Transtornos da visão; Transtornos da visão; Acuidade visual; Acuidade visual; Vision disorders; Vision disorders; Visual acuity; Visual acuity
Description
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Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES
Os objetivos do estudo foram avaliar a prevalência de dificuldade visual autorrelatada entre acadêmicos da Universidade Federal de Pelotas ingressantes em 2017/1, e realizar um estudo de validação de uma pergunta sobre dificuldade visual, através da aplicação da tabela de Snellen, em uma subamostra dos participantes, a fim de estabelecer a sensibilidade, especificidade e valores preditivos positivo e negativo para essa pergunta. Realizou-se um estudo transversal e a pergunta sobre dificuldade visual utilizada foi: “Você tem alguma dificuldade para enxergar de perto e/ou de longe?”. Como padrão-ouro para o estudo de validação, a acuidade visual (AV) foi medida através da tabela de Snellen. Foram considerados portadores de AV diminuída aqueles com AV menor que 20/40, menor que 20/70 ou menor que 20/200 em qualquer olho. A prevalência de dificuldade visual autorrelatada foi de 37,3% (IC95%: 35,1-39,6) e a de AV menor que 20/40 em qualquer olho foi 6,9% (IC95%: 5,3-8,9). A pergunta apresentou sensibilidade de 71,4% (IC95%: 57,8-82,7), especificidade de 66,9% (IC95%: 63,4-70,2), valor preditivo positivo de 13,8% (IC95%: 10,0-18,3) e valor preditivo negativo de 96,9% (IC95%: 95,1-98,2). Os resultados indicaram uma alta prevalência de dificuldade visual autorrelatada entre jovens universitários. A pergunta mostrou sensibilidade e especificidade razoáveis, podendo ser utilizada como triagem para indicação de consulta com oftalmologista em estudos epidemiológicos com jovens adultos universitários.
The objectives of the study were to evaluate the prevalence of self-reported visual difficulty among undergraduate students of the Federal University of Pelotas who entered the university in 2017/1, and to validate a question about visual difficulty, through the application of the Snellen chart, in a subsample of the participants in order to establish the sensitivity, specificity and positive and negative predictive values for this question. A cross-sectional study was carried out, and the question about visual difficulty was: "Do you have some difficulty to see up close and/or far?" As the gold standard, visual acuity (VA) was measured through the Snellen chart. Patients with VA less than: 20/40, 20/70 or 20/200 in any eye were considered to have reduced VA. The prevalence of self-reported visual difficulty was 37.3% (95%CI: 35.1-39.6) and VA less than 20/40 in any eye was 6.9% (95%CI: 5.3-8.9). The question showed sensitivity of 71.4% (95%CI: 57.8-82,7), specificity of 66.9% (95%CI: 63.4-70,2), positive predictive value of 13.8% (95%CI: 10.0-18.3), and negative predictive value of 96.9% (95%CI: 95,1-98,2). The results indicated a high prevalence of self-reported visual difficulty among university students. The question showed reasonable sensitivity and specificity and may be used for screening for ophthalmological evaluation in epidemiological studies in young university adults.