Author(s): Cerqueira, Fábio Vergara
Date: 2020
Origin: Oasisbr
Subject(s): Doces finos pelotenses; Tradição; Identidade étnica; Doces finos pelotenses; Doces finos pelotenses; Tradição; Tradição; Identidade étnica; Identidade étnica
Author(s): Cerqueira, Fábio Vergara
Date: 2020
Origin: Oasisbr
Subject(s): Doces finos pelotenses; Tradição; Identidade étnica; Doces finos pelotenses; Doces finos pelotenses; Tradição; Tradição; Identidade étnica; Identidade étnica
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Neste texto estudam-se os chamados "doces finos", que compõem uma das duas grandes tradições doceiras pelotenses, relacionados à herança cultural lusitana, chamados também ora como "doces pelotenses" ora como "doces portugueses". No geral, descendem do que em Portugal denominam-se "doces conventuais", que tem a gema de ovo como um dos seus principais ingredientes. Introduzidos aqui pelo colonizador luso-brasileiro, ainda no século XIX, associou-se à vida social das antigas charqueadas e, mais tarde, ainda no início do século XX, com a crise da economia charqueadora, despontou como uma alternativa econômica, conferindo certo protagonismo feminino na busca do sustento das famílias. Explora-se aqui também a ambivalência identitária associada a este doce, ora assinado como "pelotense", ora como "português". Poder-se-ia pensar que isto tem a ver com o fenômeno da ambientação e adaptação desses doces ao contexto local, mas, mais que isso, faz parte de uma ambiguidade identitária própria à cidade.