Author(s):
Brizio, Maria Laura Dutra Resem
Date: 2020
Origin: Oasisbr
Subject(s): CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::EDUCACAO FISICA; Atividade física; Barreiras; Câncer de mama; Epidemiologia; Physical activity; Barriers; Breast cancer; Epidemiology; CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::EDUCACAO FISICA; CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::EDUCACAO FISICA; Atividade física; Atividade física; Barreiras; Barreiras; Câncer de mama; Câncer de mama; Epidemiologia; Epidemiologia; Physical activity; Physical activity; Barriers; Barriers; Breast cancer; Breast cancer; Epidemiology; Epidemiology
Description
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Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES
O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, respondendo por 25% dos casos novos de câncer a cada ano. A atividade física (AF) pode reduzir o risco do câncer de mama principalmente através do seu efeito sobre os hormônios sexuais, a resistência à insulina, as adipocinas e a inflamação crônica. O objetivo do estudo foi avaliar a associação entre a prática de AF durante toda a vida e a incidência do câncer de mama em mulheres. Trata-se de um estudo de caso-controle. Foram incluídas no estudo mulheres com câncer primário na mama pré e pós-menopáusicas e mulheres diagnosticadas com câncer de mama há até um ano. As mulheres que apresentaram recorrência do câncer na mama, metástase na mesma ou apresentaram outro tipo de câncer foram excluídas do estudo. Os casos foram recrutados dos centros de oncologia da cidade de Pelotas (RS) e foram identificados através dos prontuários dos estabelecimentos que participaram do estudo. Cada caso teve um controle populacional que foi encontrado a partir do endereço do caso, este sendo coletado no momento da entrevista. Casos e controles foram pareados por idade (5 anos) e responderam ao questionário contendo questões sobre características sociodemográficas, reprodutivas, antropométricas, histórico familiar de câncer de mama, uso de contraceptivo oral, terapia de reposição hormonal, dieta, fumo, consumo de álcool, prática de AF e barreiras para a prática de AF. Os achados do estudo mostram que mulheres com câncer de mama apresentaram maior número de barreiras para a prática de AF em comparação às mulheres sem câncer de mama. Além disso, amamentação, menarca após os 12 anos e a AF de lazer foram consideradas fatores de proteção para o câncer de mama, sendo esta proteção de 78%, 82% e 56%, respectivamente. Futuros estudos na área de oncologia e AF devem procurar entender melhor as rotas fisiológicas que possam explicar mais como o estilo de vida ativo atua sobre esta doença, auxiliando na compreensão de quantidades e intensidades necessárias para que se obtenham os benefícios. Da mesma forma, mais estudos longitudinais com mensuração objetiva da AF são necessários para que se diminuam possíveis erros de classificação.
Breast cancer is the second most common type in the world and the most common among women, accounting for 25% of new cases each year. Physical activity (PA) can reduce the risk of breast cancer primarily through its effect on sex hormones, insulin resistance, adipokines and chronic inflammation. The aim of the study was to evaluate the association between the practice of PA throughout life and the incidence of breast cancer in women. It is a case-control study. Included in the study were women with pre and post-menopausal breast cancer and women diagnosed with breast cancer for up to one year. Women who had recurrence of breast cancer, metastasis in the breast or had another type of cancer were excluded from the study. The cases were recruited from the oncology centers of the city of Pelotas (RS) and were identified through the charts of the establishments that participated in the study. Each case had a population control that was found from the address of the case, which was collected at the time of the interview. Cases and controls were matched by age (±5 years) and answered the questionnaire containing questions about socio-demographic characteristics, family history of breast cancer, oral contraceptive use, hormone replacement therapy, diet, smoking, alcohol consumption, PA and barriers to the practice of PA. Findings from the study showed that women with breast cancer had a greater number of barriers to the practice of PA compared to women without breast cancer. In addition, breastfeeding, menarche after age 12 and leisure time PA were considered protective factors for breast cancer, with this protection being 78%, 82% and 56%, respectively. Future studies in the field of oncology and PA should to better understand the physiological routes that can explain more how the active lifestyle acts on this disease, helping in the understanding of the quantities and intensities necessary to obtain the benefits. Likewise, more longitudinal studies with objective measurement of PA are necessary to reduce possible classification errors.