Author(s):
Freitas, Santiago Bretanha
Date: 2021
Origin: Oasisbr
Subject(s): CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LITERATURA COMPARADA; Letras; Imaginário; Trabalho; Discurso político; Trabajo; CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LITERATURA COMPARADA; CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LITERATURA COMPARADA; Letras; Letras; Imaginário; Imaginário; Trabalho; Trabalho; Discurso político; Discurso político; Trabajo; Trabajo
Description
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Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES
Tomando a Análise de Discurso de linha francesa como locus enunciativo e como campo de trabalho teórico-analítico, o presente trabalho constrói-se sobre o objetivo geral de analisar as representações imaginárias sobre o trabalho no discurso governamental e, em decorrência dessas, suas inter-relações com outra, a de trabalhador. Estabelecidos o político como campo discursivo de referência e o discurso do governante como espaço discursivo da pesquisa, conformam o arquivo quatro pronunciamentos de Getúlio Vargas, então ditador do Brasil, em referência ao dia do trabalhador no período do Estado Novo (1937-1945) e endereçados aos trabalhadores brasileiros; documentos, hoje, codificados pelo arquivo da Biblioteca da Presidência da República em sua forma transcrita. Às análises, apreendemos como regularidade o funcionamento de três imaginários de trabalho na ordem do discurso do governante, o de trabalho como força-motriz para consolidar o Estado, o de trabalho como meio de dignificação do trabalhador frente ao Estado e frente ao governante e o de trabalho como base para a edificação do bem-estar da sociedade. Baseados nesse gesto interpretativo, compreendemos que tais imagens recalcam a luta de classes e negam ideologias dissidentes em prol da “coesão nacional” e do “bem comum”. Imaginários que, enquanto produtos da interpelação ideológica, estão imbricados à consolidação dos Aparelhos de Estado, ao mesmo tempo que fundamentam a manutenção da submissão do trabalho e do proletariado a uma certa ética/razão do Estado, uma razão neurótica em que o trabalhador deve recalcar o gozo e sublimar o trabalho como práxis que lhe garantiria, pela lei de filiação, um lugar de herdeiro do Outro.
Asumiendo el Análisis de Discurso de filiación francesa como locus enunciativo y como campo de trabajo teórico-analítico, el presente trabajo se construye sobre el objetivo general de analizar las representaciones imaginarias de trabajo en el discurso gubernamental y, en consecuencia de esas, sus inter-relaciones con otra, la de trabajador. Establecidos el político como campo discursivo de referencia y el discurso del gobernante como espacio discursivo de la investigación, conforman el archivo cuatro pronunciamientos de Getúlio Vargas, entonces dictador de Brasil, en referencia al día del trabajador en el período del Estado Novo (1937-1945) y direccionados a los trabajadores brasileros; documentos, hoy, codificados por el archivo de la Biblioteca da Presidência da República en su forma transcrita. A los procedimientos analíticos, aprehendemos como regularidad el funcionamiento de tres imaginarios de trabajo en el orden del discurso del gobernante: el de trabajo como fuerza-motriz para consolidar el Estado, el de trabajo como medio de dignificación del trabajador delante el Estado y delante el gobernante y el de trabajo como base para la edificación del bienestar de la sociedad. Basados en ese gesto interpretativo, comprehendemos que tales imágenes recalcan la lucha de clases y niegan ideologías disidentes en razón de la “cohesión nacional” y del “bien común”. Imaginarios que, en cuanto productos de la interpelación ideológica, están imbricados a la consolidación de los Aparatos de Estado, al mismo tiempo que fundamentan la manutención de la sumisión del trabajo y del proletariado a una cierta ética/razón del Estado, una razón neurótica en que el trabajador debe recalcar el goce y sublimar el trabajo como práxis que le garantizaría, por la ley de filiación, un lugar de heredero del Otro.