Autor(es):
Oliveira, Luciene Carmo Nonato
Data: 2016
Origem: Oasisbr
Assunto(s): Romantismo; Nacionalismo; Modernidade; Tradição; Angústia; Sertanejo; Narrador; Ficção brasileira - História e crítica; Romanticism; Nationalism; Modernity; Countryman; Suffering; Tradition; Narrator; CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::TEORIA LITERARIA; Romantismo; Romantismo; Nacionalismo; Nacionalismo; Modernidade; Modernidade; Tradição; Tradição; Angústia; Angústia; Sertanejo; Sertanejo; Narrador; Narrador; Ficção brasileira - História e crítica; Ficção brasileira - História e crítica; Romanticism; Romanticism; Nationalism; Nationalism; Modernity; Modernity; Countryman; Countryman; Suffering; Suffering; Tradition; Tradition; Narrator; Narrator; CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::TEORIA LITERARIA; CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::TEORIA LITERARIA
Descrição
In this task, we are going to analyze the Taunay s regionalist novel Inocência, intending to study the conflicts of traditions and modernity, by both countryman s (whose traditional concepts are taken as archaic and offensive features) and urban man s (the civilized man, in transition, suffering by trying to understand and work with concepts yet unknown) point of view. Despite romanticists posture, the countryman is not the Iracema s hero and his behavior is described in negative features opposed to the romanticist trend since Alencar. There is a likely and hidden dispute among protagonists and antagonists taken as representatives of two social classes: the urban and rural ones. The narrator takes place in this scene and appraises the countryman s attitude in order to justify his own opinions before the (urban) readers and elucidate his disagreement to the character s posture.
Neste trabalho, analisamos o romance sertanista Inocência, de Visconde de Taunay objetivando um estudo acerca do enfretamento da tradição e a modernidade, sob a ótica do sertanejo dentro das suas concepções tradicionais, aspectos estes considerados arcaicos e agressivos e do homem civilizado, de transição, apreendendo concepções ainda não assimiladas, não sabendo lidar com as mesmas, provocando angústia e sofrimento. Divergindo do posicionamento defendido pelos românticos, entretanto, o sertanejo não é o herói do romance, pois o narrador descreveu seu comportamento sob traços negativos que se contrapõem a toda a tendência, descrita desde de Alencar, de ser ele o legítimo herói nacional. Entre protagonistas e antagonistas, observou-se um possível embate velado entre eles, considerados representantes de duas posições sociais: a urbana versus a sertaneja. Nesse cenário, o narrador se posiciona, expondo a sua opinião sobre algumas atitudes tomadas pelo sertanejo de modo a se justificar perante o público leitor (urbano) esclarecendo que está em desacordo com a postura da personagem.
Mestre em Teoria Literária