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Nos arredores da Casa do sol: as imagens espaciais no imaginário hilstiano

Autor(es): Ramos, Danielle Stephane

Data: 2016

Origem: Oasisbr

Assunto(s): Hilda Hilst; Espaço; Imaginário; Poesia; Rousseau; Literatura; Literatura brasileira - História e crítica; Hilst, Hilda, 1930-2004 - Crítica e interpretação; Space; Imaginary; Poetry; Rousseau; CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::TEORIA LITERARIA; Hilda Hilst; Hilda Hilst; Espaço; Espaço; Imaginário; Imaginário; Poesia; Poesia; Rousseau; Rousseau; Literatura; Literatura; Literatura brasileira - História e crítica; Literatura brasileira - História e crítica; Hilst, Hilda, 1930-2004 - Crítica e interpretação; Hilst, Hilda, 1930-2004 - Crítica e interpretação; Space; Space; Imaginary; Imaginary; Poetry; Poetry; Rousseau; Rousseau; CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::TEORIA LITERARIA; CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::TEORIA LITERARIA


Descrição

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

Hilda Hilst s (1930-2004) poetry is full of images, symbols and archetypes. We intent to investigate these images related to the space. There are a fruitful relationship between space and the construction of Hilst s poetry. She built her house named Casa do Sol in order to completely dedicate to writing and to know herself. This occurred after Hilst contact with the work of the Greek writer Nikos Kazantzakis (1885-1957), who had influenced Hilst s poetry. Kazantzakis defended the importance of being isolated from the world to meet the other and himself. We have no intention of a biographical study of the house, so we intend to analyze it as a symbolic space: the mythical house of the sun. The house figure out in Hilst s poems as a refuge, a space of intimacy and protection. In this space the lyrical persona Ariana and his beloved Dionysus lived a secret life and a secret love. The house is the image of a microcosm (imago mundi) similar to other microcosms knowed by the speaker that walks on his way into outer space. These spaces are the island and the garden and they belong to the same symbolic constellation of the house. By walking the speaker continues the tradition that began with the philosopher Jean-Jacques Rousseau s autobiography The reveries of the solitary walker. This walk becomes a space for reflection and poetic reverie. The space also demonstrate a desire to return to the original space (ab origine) which establishes a conection with the transcendent. Hilst uses the mathematical space and the speaker becomes an architect of a God s idea, founded upon geometric shapes. Unable to name God, the poet wants to materialize the idea of God as a way to approaching with Him. This study will be developed over four chapters which comprise the theoretical approach, the relationship of space images in the creative imaginary of Hilst and the poems analysis that make up the corpus. We selected the series of poems entitled Trajetória poética do ser , Exercícios para uma ideia , besides the poems Ode descontínua e remota para flauta e oboé. De Ariana para Dionísio . These poems are founded on the work Exercícios and Júbilo, memória, noviciado da paixão. To support this study aims we used Gaston Bachelard s work (especially Poetic of space), Gilbert Durand, Mircea Eliade, among others theorists of imaginary and poetry.

Hilda Hilst (1930-2004) produziu uma poesia prenhe de imagens, símbolos e arquétipos. Diante disso, este estudo investiga as imagens relacionadas ao espaço. Há uma relação profícua entre o espaço e a construção da lírica hilstiana. Podemos mencionar a relação da escritora com sua Casa do Sol, construída a partir do desejo de uma dedicação integral à escrita e de conhecer a si mesma. Isso ocorreu após o contato de Hilst com a obra do escritor grego Nikos Kazantzakis (1885-1957), que a influenciou sobremaneira. O referido escritor defendia a necessidade do isolamento do mundo para conhecer o outro e a si mesmo. Não temos a intenção de fazer um estudo biográfico da casa, assim buscamos analisá-la enquanto um espaço mítico, místico e simbólico A casa encontra-se nos versos de Hilda Hilst como um refúgio, como espaço de proteção e intimidade, além de local do encontro amoroso entre a persona lírica Ariana e seu amado Dionísio. A casa, como a imagem de um pequeno mundo (imago mundi) encontra consonância com outros microcosmos percorridos pelo eu-lírico. Esses espaços são a ilha e o jardim que fazem parte da mesma constelação simbólica da casa. Ao caminhar, o eu-lírico retoma a tradição literária iniciada por Jean-Jacques Rousseau em sua autobiografia Os devaneios de um caminhante solitário. O caminho torna-se um espaço de reflexão propício ao devaneio poético. Esses espaços elencados também demonstram o desejo de um retorno ao espaço original (ab origine) onde se estabelece uma ligação com o transcendente. Na impossibilidade de nomear a divindade, a poeta busca materializar a ideia de Deus como uma forma de aproximação desse ser considerado obscuro . Hilst utiliza o espaço matemático, no qual, o sujeito lírico torna-se arquiteto de uma ideia de Deus, fundamentada pelas formas geométricas. Esse estudo será desenvolvido no decorrer de quatro capítulos, que compreendem o percurso teórico, a relação das imagens espaciais no imaginário criativo de Hilst e a análise de poemas que compõem o corpus elencado. Foram escolhidas as séries de poemas intituladas Trajetória poética do ser e Exercícios para uma ideia , presentes na obra Exercícios, além dos poemas de Ode descontínua e remota para flauta e oboé. De Ariana para Dionísio da obra Júbilo, memória, noviciado da paixão. Para dar suporte a esse estudo buscamos as teorias do imaginário de Gaston Bachelard, de forma especial A poética do espaço, Gilbert Durand, Mircea Eliade, entre outros teóricos do imaginário e da poesia.

Mestre em Teoria Literária

Tipo de Documento Dissertação de mestrado
Idioma Português
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