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Liberdade prisioneira: a narrativa do silêncio e da memória em Les corps perdus de François Gantheret

Autor(es): Paluma, Vânia Carolina Gonçalves

Data: 2016

Origem: Oasisbr

Assunto(s): Les corps perdus; François Gantheret; Corpo; Memória; Discurso do silêncio; Literatura; Literatura francesa - História e crítica; Gantheret, François - Crítica e interpretação; Gantheret, François - Les corps perdus; Memoire; Discours du silence; CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::TEORIA LITERARIA; Les corps perdus; Les corps perdus; François Gantheret; François Gantheret; Corpo; Corpo; Memória; Memória; Discurso do silêncio; Discurso do silêncio; Literatura; Literatura; Literatura francesa - História e crítica; Literatura francesa - História e crítica; Gantheret, François - Crítica e interpretação; Gantheret, François - Crítica e interpretação; Gantheret, François - Les corps perdus; Gantheret, François - Les corps perdus; Memoire; Memoire; Discours du silence; Discours du silence; CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::TEORIA LITERARIA; CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::TEORIA LITERARIA


Descrição

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

Ce travail a le but d étudier l oeuvre de l analyste français François Gantheret, nomée Les corps perdus, publiée en 2004. Cette narrative reconstruit la trajectoire d Andrès, un prisioner politique dans le désert, torturé pendant des années dans un puits dans des conditions inhumaines de survie presque animal. Plus tard, Andrès s\'échappe de la prison et il obtient l\'aide de Tamia, qui lui permet de se récupérer et de reprendre sa vie. Cependant, le protagoniste expérimente, a travers ses mémoires, une espèce de liberté-prisionère, causée par les cicatrices de ses souvenirs dans le présent, qui ne cessent de le tormenter jusqu à la fin de l oeuvre. Dans cette perspective, le personage principal n est pas capable de créer un lieu por soi-même et le reste l incertitude de son identité qui encore continue de le secouer et le rend, comme le titre le prédit déjà, un corps perdu auquel ne reste aucun espoir de changer sa condition et culmine en sa mort allégorique. Cette dissertation analyse le motif par lequel les personages sont des corps perdus, l importance de la memoire comme déterminant de l identité et le discours du silence que peut être aussi interpreté a travers les conditions de violence souffries par Andrès.

O objetivo deste trabalho é estudar a obra do psicanalista francês, François Gantheret, denominada Les corps perdus, publicada em 2004. Tal narrativa reconstrói a trajetória de Andrès, um prisioneiro político no meio do deserto, torturado durante anos em um poço em condições subumanas e quase animalescas de sobrevivência. Posteriormente, Andrès consegue fugir da prisão e recebe a ajuda de Tamia, que o auxilia a recuperar-se para retomar sua vida. Entretanto, o protagonista vive, por meio de suas memórias, uma espécie de liberdade-prisioneira, provocada pelas cicatrizes de suas lembranças no presente e que não deixam de atormentá-lo até o final da obra. Nessa perspectiva, a personagem principal não consegue criar um lugar para si, restando-lhe a incógnita de sua identidade que continua a abalá-lo, tornando-o, conforme o título já antecipa, um corpo perdido a quem não resta mais esperanças de mudança de sua condição, o que culmina, em sua morte alegórica. Assim, analisa-se nesta Dissertação o motivo pelo qual as personagens são corps perdus, a importância da memória como determinante da identidade e, ainda, o discurso do silêncio que pode ser interpretado, também, por intermédio das condições de violência a que Andrès foi submetido.

Mestre em Teoria Literária

Tipo de Documento Dissertação de mestrado
Idioma Português
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