Author(s):
Rodrigues, Rosângela Maria
Date: 2019
Origin: Oasisbr
Subject(s): CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::PARASITOLOGIA; Enteroparasitoses; Crianças; Eosinofilia; IgE total; CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::PARASITOLOGIA; CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::PARASITOLOGIA; Enteroparasitoses; Enteroparasitoses; Crianças; Crianças; Eosinofilia; Eosinofilia; IgE total; IgE total
Description
Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação)
A ocorrência de parasitoses intestinais em crianças representa um dos principais problemas de saúde pública principalmente em países em desenvolvimento. Alguns estudos sugerem que as infecções causadas por helmintos e protozoários podem estar associados ao aumento do número de eosinófilos e de níveis de lgE total no sangue periférico. O presente estudo teve como finalidade estabelecer a prevalência de parasitas intestinais, em crianças de zero a 07anos usuárias de creches do município de Uberlândia - MG e sua possível associação com a resposta imune em relação a influência que estas parasitoses exercem na produção de eosinofilia e imunoglobulina E (1gE). Foram escolhidas 04 creches sendo todas localizadas em bairros diferentes. Foram estudadas 170 crianças , e de cada criança colheram-se três amostras fecais com formal a 10% e conduzidas para o Laboratório de Parasitologia da Universidade Federal de Uberlândia e analisadas pelo método de LUTZ (1919). Para cada criança foram preparadas nove lâminas e examinadas por três observadores. Após o diagnóstico copro-parasitológico foram colhidas duas amostras de sangue de cada criança e em seguida encaminhadas para o Laboratório de Análises Clínicas do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia para realização do hemograma Foram detectados 134 (78,82%) casos de positividade. A prevalência de parasitas intestinais foi: Giardia lamblia (82,09%), Entamoeba cai/ (38,80%), lodamoeba butchlii (17, 91°/o), Endolimax nana (15,67%), Enterobius vermicularis (5,22%), Hymnolepís nana (2,98%), Hymnolepis diminuta (2,98%),Ascaris lumbricoides (2,24%), Ancylostomatidae (2,24%), Stmngyloides stercoralis (1,49%), Trichutis trIchiura (0,74%). Houve 80 (59,70%) casos de crianças com monoparasitismo , 25 (18,66%) bi e 29 (21,64%) com poliparasitismo. Ao comparar estatisticamente os valores de eosinofilias com os níveis de lgE total nas 134 crianças enteroparasitadas comparada e o grupo controle, foi constatado que houve diferenças significativas entre as crianças enteroparasitadas. Ao correlacionar os valores de eosinofilias com os níveis de IgE total verificou-se que houve diferença significativa. Diante dos resultados obtidos conclui-se que o índice encontrado de enteroparasitas nas crianças na faixa etária de zero a 07 anos de idade é alto e nem todas as crianças que apresentaram eosinofilia e IgE total aumentada estavam parasitadas, portanto no caso de uma criança com exame hematólogico acusando eosinofilia e sorologia indicando lgE total aumentada, necessita de cuidados especiais, para verifica quais são os fatores que estão ocasionando alterações na resposta imune.