Autor(es):
Caixeta, Cássio de Oliveira
Data: 2020
Origem: Oasisbr
Assunto(s): CNPQ::ENGENHARIAS; Compósitos cimentícios; Fibras vegetais; CNPQ::ENGENHARIAS; CNPQ::ENGENHARIAS; Compósitos cimentícios; Compósitos cimentícios; Fibras vegetais; Fibras vegetais
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação)
2022-07-03
Compósitos cimentícios reforçados com fibras são materiais de grande utilidade na construção civil. São compostos basicamente por cimento, água e fibra de amianto; contudo esse último mostrou-se um problema no que se refere à nocividade à saúde humana, embora possua propriedades bastante convenientes para a fabricação de fibrocimento. Inúmeros estudos vêm sendo feitos acerca de fibras alternativas, destacando-se as fibras vegetais: materiais biodegradáveis, renováveis e de baixo custo. Contudo, estas apresentam diminuição no desempenho e durabilidade em matriz alcalina, principalmente devido à degradação da fibra e a variação do seu volume com a mudança do teor de umidade do compósito. Visando melhorar o desempenho das fibras de bucha vegetal no compósito, pretende-se diminuir o ataque do meio alcalino à fibra, por meio da adição de látex e da pozolana resíduo de telha cerâmica (RTC) à fibra, que reage com os compostos alcalinos resultantes da hidratação do cimento, formando C-S-H – principal responsável pelo ganho de resistência. Realizou-se tal adição de pozolana RTC por meio da colagem da pozolana diretamente na fibra, pela ação do látex. Cria-se, então, um revestimento ao redor das fibras de bucha vegetal, que tende a amenizar o ataque do meio cimentício às mesmas. Com o intuito de verificar suas propriedades e validar a eficácia do tratamento, moldaram-se, então, compósitos com buchas sob três condições: referência, em que a bucha foi submetida a nenhum tratamento; látex, em que a bucha foi impregnada com látex; látex e RTC, em que a bucha recebeu o tratamento completo. Após a moldagem, ensaiaram-se os compósitos aos 28 e 90 dias para obtenção de suas propriedades. Observou-se que a referência apresentou melhor módulo de ruptura e módulo de elasticidade. O tratamento completo resultou em compósitos com melhor tenacidade: 20% maior que a referência. Quanto às propriedades físicas, o tratamento completo obteve menor absorção e porosidade que os demais, enquanto a menor massa específica foi obtida pela referência.