Autor(es):
Rodrigues, Amanda Aparecida Gomes
Data: 2020
Origem: Oasisbr
Assunto(s): CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA::HISTORIA DA AMERICA::HISTORIA LATINO-AMERICANA; Revolução Cubana; UMAPs; Repressão; Homossexuais; Memória; CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA::HISTORIA DA AMERICA::HISTORIA LATINO-AMERICANA; CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA::HISTORIA DA AMERICA::HISTORIA LATINO-AMERICANA; Revolução Cubana; Revolução Cubana; UMAPs; UMAPs; Repressão; Repressão; Homossexuais; Homossexuais; Memória; Memória
Descrição
Pesquisa sem auxílio de agências de fomento
Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação)
Na década de 1960 funcionaram em Cuba as Unidades Militares de Ajuda à Produção (UMAPs). Oficialmente, essas unidades eram centros de trabalho agrícola cujo objetivo era recrutar jovens que não eram considerados capacitados para o serviço militar. No entanto durante o período de funcionamento dessas unidades surgiram denúncias de que as UMAPS estariam funcionando como prisões para os sexualmente desviados, grupos religiosos, hippies, e para presos políticos. Nesse sentido, este trabalho analisa testemunhos de ex-umapianos, no período compreendido entre 1984 e 2019, acerca das experiências dos grupos religiosos e homossexuais que foram confinados nas UMAPs e sofreram com a repressão praticada pelo governo revolucionário. Para isso, são analisados artigos de opinião e notícias veiculadas em blogs de dissidentes cubanos e em jornais on-line, bem como o documentário Conducta Impropia, discutindo-se os testemunhos relativos à perseguição religiosa e contra os homossexuais em Cuba durante o período de vigência das UMAPs, com ênfase para as memórias subalternas e suas formas de emersão em meio às disputas de poder. O trabalho está estruturado em dois capítulos. No primeiro, são discutidos os tipos de práticas a que os homossexuais foram submetidos nessas unidades. No segundo capítulo são tematizadas as práticas repressivas contra os grupos religiosos. Constata-se que os internos das UMAPs sofreram tanto torturas físicas como psicológicas, as quais se distinguiam com base na sexualidade ou na religião, mas desenvolveram diversas formas de resistência contra a repressão sofrida. Os castigos ali impostos, além de explorar o trabalho dos considerados “não aptos” para a sociedade revolucionária, tiveram caráter pedagógico.