Author(s): Pedroso, Diogo Frederico Pereira Rosa Gonzalez
Date: 2024
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.5/101443
Origin: Repositório da Universidade de Lisboa
Subject(s): paisagem; simbiose; sentidos; pedra; Algarve
Author(s): Pedroso, Diogo Frederico Pereira Rosa Gonzalez
Date: 2024
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.5/101443
Origin: Repositório da Universidade de Lisboa
Subject(s): paisagem; simbiose; sentidos; pedra; Algarve
Este trabalho tem como objetivo projetar um conjunto de intervenções num meio natural isolado, mais concretamente na faixa costeira de Vila do Bispo, que enalteça a experiência do local e a conexão do visitante com o mesmo. Procura ainda lançar bases para um debate crítico sobre como a arquitetura pode e deve contribuir para uma relação saudável, e até simbiótica, entre o Homem e a Natureza, resultando em benefícios mútuos. Sugere-se aqui que o grande problema da transformação dos habitats naturais para habitats artificiais não seja apenas a sua tendência crescente, mas também a forma como estas dinâmicas territoriais são geridas. Explora-se a relação entre a nossa proximidade com o meio natural e a necessidade de o preservar, como potencial fonte para uma melhor gestão territorial. Sustentado por uma investigação meticulosa do território, este conjunto de intervenções serve como complemento à vivência que o próprio local já oferece, adequando-o agora melhor à dimensão da experiência humana, preservando ao mesmo tempo a integridade da zona de intervenção. A principal alteração na dimensão visual da paisagem existente será a reabilitação do antigo posto da guarda fiscal, situado no topo da falésia que marca o fim da praia do Castelejo. Ao explorar as fronteiras da arquitetura tradicional, com a arquitetura paisagística e a land art, o projeto visa incorporar várias experiências sensoriais. Para estabelecer uma conexão entre a arquitetura vernacular e contemporânea, a prioridade é o uso de materiais locais e técnicas sustentáveis. Procura-se intervir de forma harmoniosa no terreno, preservando a memória do passado, gravada na paisagem original, e estabelecendo novas relações com a comunidade presente e futura.