Author(s): Liu, Yang
Date: 2025
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.5/102095
Origin: Repositório da Universidade de Lisboa
Author(s): Liu, Yang
Date: 2025
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.5/102095
Origin: Repositório da Universidade de Lisboa
Os atos de fala de ordem são amplamente utilizados no quotidiano e fazem parte de um longo processo de aquisição por parte dos falantes, pelo que a produção e a compreensão desses atos, que envolvem a habilidade de dar ordens, são uma parte relevante dos curricula no ensino de Português como língua estrangeira (PLE). A ordem é sempre realizada por alguém de estatuto socialmente validado como superior, que impõe a sua vontade a alguém de estatuto socialmente validado como inferior. A teoria de atos de fala proposta por Austin (1962) considerou que o falante tem a intenção de realizar certas ações, como pedidos, sugestões e ordens. O aprofundamento dessa teoria, conforme demonstrado por Searle (1969, 1971, 1976, 1979), contribui para os estudos teóricos e empíricos no campo da linguística, incluindo pesquisas sobre a força ilocutória e a pragmática dos atos de fala. Este trabalho estuda a compreensão de atos de fala da ordem por aprendentes chineses de PLE, identificando os fatores que nela intervêm. Usa para o efeito dois inquéritos por questionário como metodologia, controlando cuidadosamente as perguntas apresentadas aos participantes, incluindo os textos e contextos de resposta. Os dados obtidos fornecem informação detalhada sobre a compreensão de atos diretivos por estudantes de PLE, em particular por aprendentes chineses, abrindo perspetivas para estudos futuros nesta área. Estes resultados possibilitam a fundamentação de novas abordagens para a criação de recursos didáticos que visem aprimorar a compreensão de alunos chineses de PLE.