Author(s):
Pimentel, Filipa Vaz Pardal Leão
Date: 1999
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.5/18145
Origin: Repositório da Universidade de Lisboa
Subject(s): Populus nigra; Salix; Sambucus; Tamarix; Fraxinus; Quercus; Alnus glutinosa; Celtis; vegetação ripícola; planta lenhosa; Bacia Hidrográfica do Sado
Description
O objectivo do presente trabalho foi a avaliação das possibilidades de restauração de galerias lenhosas ripícolas degradadas da bacia do Rio Sado, através de técnicas comuns de repovoamento florestal por plantação. Para o efeito, instalou-se numa margem das ribeiras de Valverde e Pêra Manca (concelho de Évora), na zona onde confluem, um ensaio constituído por dois blocos (com e sem rega) de três parcelas cada, consistindo cada parcela de 7 x 5 árvores, ao compasso de 2 x 2 m, com o lado maior paralelo ao curso fluvial. O elenco de espécies utilizadas incluiu o choupo-negro (Populus nigra), a borrazeira-preta, ou salgueiro (Salix atrocincrea), o sabugueiro (Sambucus nigra), a tamargueira (Tamarix africana), o freixo (Fraxinus angustifolia) e o carvalho-cerquinho (Quercusfaginea). As plantas foram genericamente produzidas no Viveiro Florestal do Instituto Superior de Agronomia. Simultaneamente apuraram-se por revisão bibliográfica os parâmetros do estado de vitalidade destas plantas no viveiro e determinaram-se idênticos parâmetros em amieiro (Aínus glutinosa) e lodão-bastardo (Cettis australis), produzidos no mesmo viveiro, os quais deveriam integrar posteriormente o elenco de espécies das parcelas, mas não chegaram a ser plantados devido a condições climáticas desfavoráveis. Determinarani-se ao longo de um ano a sobrevivência e o crescimento em altura das plantas instaladas, tendo-se concluído com alguma reserva (devido à destruição prematura de parte do tratamento regado, por razSes alheias ao projecto) que a rega não teve efeito significativo na sobrevivência e no crescimento, provavelmente por ter sido pouco abundante e localizada no início do Verão. A sobrevivência global no bloco não regado (único que se manteve integralmente até ao fim do ensaio) cifrou-se no fim de um ano em cerca de 40%, devido essencialmente à melhor adaptação da tamargueira (75% de sobrevivência), do carvalho-cerquinho (71%) e do freixo (46%). O sabugueiro e o choupo-negro não apresentaram sobreviventes passado um ano de ensaio