Author(s): Smozinski, Nicole Gritti
Date: 2020
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.5/21545
Origin: Repositório da Universidade de Lisboa
Subject(s): bem-estar animal; borregos; comportamento; maneio pré-abate; qualidade da carne
Author(s): Smozinski, Nicole Gritti
Date: 2020
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.5/21545
Origin: Repositório da Universidade de Lisboa
Subject(s): bem-estar animal; borregos; comportamento; maneio pré-abate; qualidade da carne
O transporte animal é considerado uma das fases mais críticas na cadeia produtiva da carne, podendo comprometer a qualidade do produto final. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a influência do temperamento e das condições de pré-abate na qualidade da carne de borregos em sistema de produção biológico. Foram recolhidos dados fisiológicos e comportamentais (exploração/matadouro) de 30 borregos da raça Merina Preta, com idade entre 120 a 150 dias e peso-vivo: entre 22 a 39kg. Foram avaliadas a temperatura corporal dos animais, variáveis climáticas (temperatura ambiente e humidade relativa) e ainda as variáveis comportamentais no maneio da pesagem, do embarque, do desembarque e da espera pré-abate. No matadouro foi registada a temperatura e o pH das carcaças no fim da linha de abate e 60 minutos após abate. Após oito dias, foram obtidas amostras da carcaça refrigerada do músculo Longissimus dorsi. Foram realizadas análises de qualidade da carne (pH, cor, perda de peso por cocção e força de corte). Os resultados mostraram que o pH médio da carne dos borregos que não apresentaram um movimento ativo em cima da plataforma no momento do desembarque (5,69±0,04) foi superior ao pH médio dos que ficaram estáticos no desembarque (5,52±0,00) e superior ao dos animais que correram (5,52±0,01). As perdas de peso por cocção da carne dos borregos que se moveram rapidamente (23,58±0,82%) foram inferiores às dos animais que apresentaram movimento lento ou ficaram parados (26,52±0,37 e 25,63±0,67%, respetivamente). A saturação média da cor carne dos animais que correram (15,92±0,24) foi superior aos que ficaram parados ou caminharam (12,43±0,59 e 14,54±0,35, respetivamente). Os resultados, embora obtidos de uma amostra pequena o que retira potência aos seus dados, indiciam que o temperamento dos borregos influencia as suas reações e eventual stress afetando de forma moderada alguns parâmetros da qualidade da carne