Author(s):
Bernardino, Bárbara Filipa Cerqueira
Date: 2022
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.5/96902
Origin: Repositório da Universidade de Lisboa
Subject(s): Trauma psicológico; Resiliência; Psicologia clínica; Dissertações de mestrado - 2022
Description
Esta dissertação no domínio da Psicologia Clínica estuda o trauma complexo e as variáveis relacionais na relação com a resiliência. Comparando um grupo com elevada resiliência (GER) e um grupo com baixa resiliência (GBR), esta investigação tem como objetivos principais explorar as interações entre (1) as variáveis relacionais e a resiliência; (2) as variáveis relacionais e as dimensões do trauma complexo; (3) os fatores de resiliência e as dimensões do trauma complexo; e analisar diferenças nos grupos entre (4) as dimensões do trauma complexo, e (5) os fatores de resiliência. A amostra deste estudo divide-se em dois grupos da população geral: o GER, constituído por 83 participantes (M = 40.77 anos; DP = 13.37 anos) e o GBR, constituído por 80 participantes (M = 40.06 anos; DP = 14.11 anos). São utilizados três questionários de autorrelato: o questionário sociodemográfico, o Self-Report Inventory for Disorders of Extreme Stress (SIDES-SR) e a Escala de Resiliência de Connor-Davidson (CD-RISC). Os resultados revelam uma relação entre a resiliência e uma maior frequência de contacto com a família no GBR. Observa-se no grupo GER relativamente ao trauma complexo que, a “autoperceção”, a “relação com os outros” e os “sistemas de significado” estão relacionados com uma menor frequência de contacto com as amizades e a “somatização” com a uma maior insatisfação no contacto nas amizades. Da mesma forma, no GBR verificam-se relações inversas entre os “sistemas de significado”, a frequência e satisfação no contacto com a família e a satisfação no contacto com as amizades. No GER verifica-se uma relação inversa entre a “aceitação positiva à mudança” da resiliência com a “desregulação dos afetos e impulsos” e a “relação com os outros” do trauma complexo. Identificam-se resultados médios mais baixos na “desregulação dos afetos e impulsos”, na “autoperceção”, na “relação com os outros” e nos “sistemas de significado” do trauma complexo no GER comparativamente com o GBR. O grupo GER apresenta resultados médios mais elevados em todos os fatores da resiliência comparativamente com o grupo GBR. São discutidas implicações teóricas das relações que se estabelecem entre as variáveis relacionais, as dimensões do trauma complexo e os fatores de resiliência.