Autor(es): Frade, Ana Sílvia Bernardo Vinhas, 1982-
Data: 2015
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10451/20809
Origem: Repositório da Universidade de Lisboa
Assunto(s): Teses de doutoramento - 2015
Autor(es): Frade, Ana Sílvia Bernardo Vinhas, 1982-
Data: 2015
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10451/20809
Origem: Repositório da Universidade de Lisboa
Assunto(s): Teses de doutoramento - 2015
A presente investigação teve como objetivo principal analisar a motivação, o envolvimento e o autoconceito de militares em formação, como é que estas variáveis se relacionam entre si, e quais os seus fatores. No âmbito da metodologia, foi desenvolvido um estudo quantitativo com uma amostra constituída por 149 formandos que integravam os Cursos de Formação de Sargentos da marinha portuguesa, iniciados em 2011 e em 2012. Para a avaliação do envolvimento, foi utilizada a Utrecht Work Engagement Scale (UWES), na sua adaptação portuguesa (Porto-Martins & Benevides-Pereira, 2008) e o Questionário do Envolvimento dos Estudantes na Escola (QEEE), de Veiga, Pavlovic, Garcia e Ochoa (2010). Para a avaliação da motivação, foi utilizada a Escala de Motivação para a Aprendizagem – Universitário (EMAPRE-U), de Zenorini e Santos (2010). Para a avaliação do autoconceito, foi utilizada a Teacher self-concept evaluation scale (TSCES), de Villa e Calvete (2001), adaptada para Portugal por Veiga, Gonçalves, Caldeira e Zuniga (2006). A análise dos resultados permitiu encontrar relações significativas entre a motivação, o envolvimento, o autoconceito e fatores sociodemográficos e permitiu destacar as seguintes conclusões: o autoconceito emergiu como um preditor significativo da motivação e do envolvimento, revelando que quanto maior for o autoconceito maior será a motivação e o envolvimento; formandos mais novos com maior satisfação classificaram-se com níveis mais elevados de meta performance-evitação, e com níveis superiores de envolvimento comportamental; formandos mais novos com baixa satisfação classificaram-se com maior envolvimento total (englobando dedicação, vigor e absorção); formandos não asilantes com baixa aceitação de riscos e iniciativas classificaram-se com níveis superiores de meta performance-evitação; formandos não asilantes com alta satisfação classificaram-se com níveis mais altos de envolvimento comportamental; e formandos asilantes com menor satisfação classificaram-se com maior envolvimento afetivo e engagement total (afetivo, cognitivo e comportamental). Implicações para a prática futura foram, também, apresentadas, bem como sugestões de estudos futuros.