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Alguns aspetos da aquisição de orações subordinadas completivas

Author(s): Santos, Ana Lúcia

Date: 2017

Persistent ID: http://hdl.handle.net/10451/34962

Origin: Repositório da Universidade de Lisboa


Description

Neste capítulo, mostrámos que as completivas surgem, no discurso espontâneo, a par de outras estruturas que ativam a projeção do domínio CP (como interrogativas wh-, clivadas e relativas). Embora as primeiras completivas surjam no discurso espontâneo por volta dos dois anos ou entre os dois e os três anos, vimos que (i) nem todas as estruturas, quer no caso de completivas infinitivas quer no caso de completivas finitas, emergem ao mesmo tempo e que (ii) nem todas as estruturas são igualmente compreendidas por crianças em idade préescolar. No que diz respeito às completivas infinitivas, o infinitivo flexionado é produzido precocemente, mas não em todos os contextos possíveis; para além disso, algumas estruturas de controlo oferecem dificuldades mesmo a crianças em idade pré-escolar (e, presumivelmente, em idade escolar). No que diz respeito às completivas finitas, a estabilização da distribuição do conjuntivo prolonga-se até pelo menos aos 9 anos. Finalmente, saliente-se que as subordinadas completivas são ainda um domínio em que se podem observar diferenças entre o desenvolvimento típico e o atípico, podendo observar-se dificuldades na sua produção (por exemplo, omissão de complementador nas finitas) de forma prolongada no desenvolvimento atípico.

Document Type Book part
Language Portuguese
Contributor(s) Repositório Científico de Acesso Aberto da ULisboa
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