Autor(es):
Campos, Juliano Bitencourt ; Pavei, Diego Dias ; Santos, Marcos César Pereira ; Votre, Giovana Cadorin ; Noelli, Francisco Silva
Data: 2019
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10451/43084
Origem: Repositório da Universidade de Lisboa
Assunto(s): História; Etnobotânica; Segurança alimentar; Manejo de recursos; Archaeology; History; Ethnobotany; Food security; Resource management; Arqueologia
Descrição
Este artigo apresenta alguns aspectos fundamentais do manejo de recursos ambientais e da territorialidade Guaraní no Brasil meridional e Bacia Platina. A partir de uma vasta base de dados interdisciplinares legada por vários autores desde o século XVI, temos por hipótese que os Guaraní reproduziam em seus assentamentos um sistema de conhecimentos originalmente desenvolvidos na Amazônia, que configurava a forma e a função da sua cultura material e dos seus conhecimentos ecológicos e botânicos. A base da subsistência era a policultura agroflorestal de plantas alimentícias, medicinais e matérias-primas transportadas e manejadas na longa duração, incluindo-se as espécies adotadas nas novas áreas que dominavam. Tais características tornavam os Guaraní aptos a fundar assentamentos, manejar plantas e animais em diversos ecossistemas e a modificar as paisagens vegetais para prover sua segurança alimentar.