Autor(es):
Queiroz, João ; Guillermina Valent, María ; Martín-Sánchez, Olegario ; Betrán Torner, María ; García Ranedo, Mar ; Fazzolari, Claudia ; Herberto, Luís ; Silva, Cláudia Maria França da ; Sáez-Pradas, Fernando ; Pereira, Teresa Matos ; Rojas-Redondo, Carlos ; García García, Fernando ; Amado, Guy ; RAMÍREZ-DOMÍNGUEZ, SARA ; Muñoz-del-Amo, Aurea ; Rodrigues Da Costa, Alexandre ; Radulescu De Barrio De Mendoza, Mihaela ; Rey Villaronga, Gonzalo José ; Viruete, Joaquín Escuder ; Tomé, Joana ; Pires, Lara ; GONZÁLEZ PALACIOS, MARÍA DEL ROCÍO ; Mallent, Marta Marco ; Naranjo-Ferrari, José ; Cirillo, Aparecido José ; Costa, Rosa da Penha Ferreira da ; Ramos, José Artur ; Salteiro, Ilidio ; Castro Silva, João ; Gonçalves, Luís Jorge Rodrigues ; Prieto, Margarida P.
Data: 2015
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10451/49152
Origem: Repositório da Universidade de Lisboa
Assunto(s): Estudos Artísticos; Arte; Periódicos
Descrição
A pós modernidade encerra a interrogação crítica do homem sobre o homem: a linguagem ameaça o que é significante, o que é corpo. O sujeito é falado, e assim constituído depois da linguagem (Althusser, 1976). O jovem Arthur Rimbaud sintetiza-o, aos dezassete anos, numa carta ao seu professor de retórica Georges Izambard, datada de 13 de maio 1871: «C’est faux de dire: je pense: on devrait dire on me pense. Pardon du jeu de mots. Je est un autre». (Rimbaud, 1999: 237) A identidade resiste à linguagem dos homens. A linguagem é transmitida entre as gerações e com ela transporta os sujeitos, ou, o que é dizer o mesmo, a possível interrogação: quem me fala? É esta também a perplexidade que motivou o tema desta revista Estúdio. Reuniram-se, nesta edição, 22 artigos, provenientes de diferentes autores da Argentina, Brasil, Portugal e Espanha, que se debruçam sobre artistas cuja identidade se mostra e merece ser interrogada: são espaços ‘ex-cêntricos,’ para se descobrir.