Autor(es): Tojal, Maria Margarida Franco
Data: 2021
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10451/52841
Origem: Repositório da Universidade de Lisboa
Assunto(s): Electroquimioterapia; Eletroporação; Melanoma; Conservação; Membro
Autor(es): Tojal, Maria Margarida Franco
Data: 2021
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10451/52841
Origem: Repositório da Universidade de Lisboa
Assunto(s): Electroquimioterapia; Eletroporação; Melanoma; Conservação; Membro
A electroquimioterapia consiste na administração de citostáticos, local ou sistemicamente, em combinação com a administração de electroporação celular, de modo a aumentar a permeabilidade da membrana celular e a facilitar a entrada do fármaco [1]. Isto permite a multiplicação da toxicidade dos quimiofármacos que entram nas células tumorais, sem os efeitos adversos sistémicos habituais [2]. Esta abordagem é altamente eficaz, principalmente no tratamento paliativo de cancro localizado na pele e tecido subcutâneo, como o melanoma [2]. Apesar dos seus benefícios, demonstrados em várias séries publicadas, sobretudo na Europa, esta abordagem é ainda pouco utilizada em Portugal, não existindo normas de orientação para a sua aplicação, sobretudo fora do contexto puramente paliativo. Este Trabalho consiste na análise e descrição de casos clínicos de melanoma maligno localmente avançado e recidivante, em que a electroquimioterapia foi utilizada como abordagem terapêutica única, permitindo a conservação do membro durante um longo período de tempo. Como base para a sua realização, recorrer-se-á, essencialmente, a entrevistas clínicas de duas doentes com diagnóstico de melanoma maligno, cujos dados serão complementados com os respetivos processos clínicos. Para uma melhor abordagem e compreensão do tema, realizar-se-á uma breve revisão teórica, com consulta de literatura específica sobre a electroquimioterapia e a sua aplicação no melanoma.