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Sintomatologia psicopatológica em adultos com perturbação de hiperatividade/défice de atenção (PHDA) : relação com a autocompaixão e regulação emocional

Author(s): Teixeira, Luísa Maria Santos Rodrigues

Date: 2026

Persistent ID: http://hdl.handle.net/11067/8915

Origin: Lusíada - Repositório das Universidades Lusíada

Subject(s): Psicologia; Psicologia clínica; Necessidades Educativas Especiais - Distúrbio de Hiperactividade com Défice de Atenção - Adultos; Regulação emocional - Adultos; Teste psicológico - Questionário sociodemográfico; Teste psicológico - Escala de Autocompaixão (SCS); Teste Psicológico - Escala de Dificuldades de Regulação Emocional - versão reduzida(DERS-VR); Teste psicológico - Inventário Breve de Sintomas (BSI)


Description

Dissertação de mestrado em Psicologia Clínica, orientado pela Profª Doutora Teresa Sofia Marques, Universidade Lusíada, Porto, 2026.

Exame público realizado em 28 de julho de 2026, às 09H

A Perturbação de Hiperatividade/Défice de Atenção (PHDA) na idade adulta encontra-se associada a uma elevada vulnerabilidade depressiva, sustentada por dificuldades específicas na regulação emocional, em particular a não aceitação das respostas emocionais. A autocompaixão tem sido descrita como recurso psicológico protetor face à depressão, encontrando-se tipicamente diminuída em adultos com PHDA. A literatura predominante tem posicionado a autocompaixão como antecedente da regulação emocional, sendo menos estudada a hipótese inversa, em que a forma como o indivíduo se relaciona com as suas próprias emoções poderá associar-se a uma menor capacidade autocompassiva. O presente estudo propôs-se examinar empiricamente este modelo, analisando se a autocompaixão medeia a relação entre a não aceitação emocional e a sintomatologia depressiva em adultos com PHDA. Participaram no estudo 47 adultos com diagnóstico clínico confirmado de PHDA, recrutados por amostragem de conveniência. Foram aplicados um questionário sociodemográfico e clínico, a Difficulties in Emotion Regulation Scale (DERS), a Self-Compassion Scale (SCS) e o Inventário Breve de Sintomas (BSI). Procedeu-se a análises correlacionais e de mediação, esta última através da macro PROCESS (Modelo 4) com 5000 amostras de bootstrap. Os resultados confirmaram o papel mediador da autocompaixão, com um efeito indireto estatisticamente significativo da não aceitação emocional sobre a sintomatologia depressiva (B = .061; IC 95% [.006, .123]). Os resultados sugerem que a associação entre a não aceitação das respostas emocionais e a sintomatologia depressiva é explicada, em larga medida, pelos níveis de autocompaixão. Estes dados reforçam a relevância da autocompaixão como potencial mecanismo psicológico associado à sintomatologia depressiva e sustentam a sua consideração como um potencial alvo terapêutico na intervenção com adultos com PHDA. Especificamente, intervenções dirigidas à promoção da autocompaixão poderão contribuir para atenuar o impacto da não aceitação das emoções na sintomatologia depressiva nesta população.

Adult Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD) is associated with heightened vulnerability to depression, underpinned by specific difficulties in emotion regulation, particularly the nonacceptance of emotional responses. Self-compassion has been described as a protective psychological resource against depression and is typically reduced in adults with ADHD. The prevailing literature has positioned self-compassion as an antecedent of emotion regulation, with the reverse hypothesis being less studied, namely that the way individuals relate to their own emotions may be associated with a lower capacity for self-compassion. The present study set out to examine this model empirically, analyzing whether self-compassion mediates the relationship between emotional nonacceptance and depressive symptomatology in adults with ADHD. Forty-seven adults with a confirmed clinical diagnosis of ADHD took part in the study, recruited through convenience sampling. A sociodemographic and clinical questionnaire, the Difficulties in Emotion Regulation Scale (DERS), the Self-Compassion Scale (SCS), and the Brief Symptom Inventory (BSI) were administered. Correlational and mediation analyses were conducted, the latter using the PROCESS macro (Model 4) with 5,000 bootstrap samples. The results confirmed the mediating role of self-compassion, with a statistically significant indirect effect of emotional nonacceptance on depressive symptomatology (B = .061; 95% CI [.006, .123]). The findings suggest that the association between the nonacceptance of emotional responses and depressive symptomatology is explained, to a large extent, by levels of self-compassion. These data reinforce the relevance of self-compassion as a potential psychological mechanism associated with depressive symptomatology and support its consideration as a potential therapeutic target in interventions with adults with ADHD. Specifically, interventions aimed at promoting self-compassion may help to attenuate the impact of emotional nonacceptance on depressive symptomatology in this population.

Document Type Master thesis
Language Portuguese
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